Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



25 informações irrelevantes a meu respeito

Ontem, ao ler os comentários do post abaixo, topei com a seguinte mensagem:

"Alguém sabe dizer se a autora desse weblog é jornalista. Preciso desses dados para um trabalho escolar. Tentei o e-mail fornecido, mas não funcionou, houve devolução. Agradeço muito". (Jackson)

Jackson: desconheço seu sexo, mas com certeza você é uma pessoa deveras distraída para não perceber que todos os posts deste blog são assinados por "© Alexandre Inagaki", e que Alexandre, salvo exceções que inocentemente desconheço, é um nome atribuído a seres do sexo masculino. Ou isso, ou você, parafraseando o Maçaranduba, está obviamente duvidando da minha masculinidade. Ah sim: costumo dar minhas jornalistadas por aí, mas não espalhe! :)

Mas enfim, aproveitando o ensejo e na intenção de dirimir eventuais curiosidades, resolvi abrir uma exceção neste blog e publicar um texto sobre a minha pessoa. O leitor assíduo desta página sabe que não sou de ficar falando sobre mim mesmo por dois motivos: a) existem assuntos bem mais interessantes neste mundo; b) este não é um blog confessional. Contudo, depois de ler o comentário acima, percebi que preciso dar eventuais explicações aos incautos que aportam aqui com o bonde andando. Portanto, segue abaixo um rol de 25 curiosidades a meu respeito (mas não esperem nenhuma revelação que vá mudar suas vidas).

* * * * *

1) Nasci em Campinas, SP, em 27 de julho de 1973.

2) Um ano depois minha família se mudou para Salvador, BA, mas não ficamos muito tempo por lá. Desde 1977 moro em São Paulo, Capital.

3) A lembrança mais antiga que tenho na vida é de um copo que quebrei aos 4 anos de idade. Levei uma tremenda bronca do meu pai.

4) Na primeira vez em que fui a uma praia, as ondas levaram o baldinho azul que eu usava para brincar. Nunca o devolveram para mim.

5) Ainda em Salvador, nasceu a minha irmã Carla.

6) Um ano depois, já em São Paulo, nasceu o meu irmão caçula, Ronaldo.

7) A propósito: sou sansei. Ou seja, neto de japoneses.

8) Sim, eu conheço todas as piadas que envolvem campineiros e/ou japoneses. Surpreenda-me.

9) O único legado de minha cidade é o time pelo qual torço, o glorioso Guarani Futebol Clube.

10) Aprendi a ler e a escrever com Fumio, meu avô paterno, antes mesmo de entrar na escola.

11) Fiz o pré-primário em um colégio estadual chamado Santos Dumont. Uma porcaria (a escola, não o inventor).

12) Lá fui infestado por piolhos pela primeira e única vez na vida. Meu pai tratou de rapar todas as minhas madeixas.

13) O primeiro livro que ganhei na vida, dado pela "tia" Marta, se chamava "A Margarida Friorenta".

14) Depois cursei o primário no colégio Raio de Sol, que ficava na rua Monte Alegre. Idílico, não?

15) Conheci as primeiras paixões platônicas de minha vida no Raio de Sol: Priscila (na 1a. série), Maria Carolina (na 3a. série) e Ilana Muller (na 7a.). Por onde será que andam essas mocinhas?

16) Minha primeira experiência com escrita foi traumática. Eu devia ter uns 7 anos, e a tia Cláudia nos deu a seguinte tarefa escolar: escrever uma carta de Dia das Mães. Queria dizer coisas bonitas para minha mãe, mas as idéias ricocheteavam no meu cérebro sem ganhar forma. Na época não conhecia Hemingway, e portanto não me veio a idéia de enfiar uma bala na cabeça; o que fiz foi desatar a chorar. Ah, como eu era burro.

17) Na verdade ainda sou muito burro. Mas acumulei know-how suficiente pra tapear as pessoas.

18) Meu primeiro disco: "Thriller" de Michael Jackson.

19) Meu primeiro filme no cinema: "Bernardo e Bianca", aquele desenho da Disney.

20) Nessa ida ao cinema, fui levado pela minha tia Emília e seu namorado. Eles aproveitaram a ocasião para dar uma "namoradinha" livres da vigilância de meus avós. Depois da sessão, fomos para a casa do incauto (esqueci o nome dele). Eu, que era ingênuo na época (ainda sou, ho ho), fiquei na sala brincando com uns bonecos Playmobil por mais ou menos uma hora, antes de me trazerem de volta pra casa. Foi um dia bacana.

21) O brinquedo mais bacana que tive: uma bola colorida de plástico que ganhei no Playcenter. Perdi-a ao dar um chute jogando futebol no apartamento em que moro até hoje. A bola voou pela janela e espero que ainda esteja flanando por aí.

22) Também tive ioiô da Coca-Cola, Aquaplay, Merlin, pião, cubo mágico e Elo Maluco (versão da Estrela para o cubo mágico).

23) Nos intervalos das aulas brincava de pega-pega, esconde-esconde e bafo. Sim, confesso que roubava no bafo.

24) Ah sim, eu também costumava roubar balinhas nas Lojas Americanas, com a providencial cumplicidade de meu irmão. Tremenda balela essa de dizer que crianças são inocentes.

25) Depois, fiz o colegial no Bandeirantes. Experiência bacana, uma vez que ganho ingressos de cinema do colégio até hoje.

* * * * *

Ok, um dia eu continuo essa lista. Em tempo, já viram esta fotinha?


Da esquerda para a direita: Marcos VP (sósia do Lenine), Marmota (sósia do Leandro Lehart), eu (em pose de "conteúdo") e Suzi (gatinha, não?). O cenário é a Galeria dos Pães, a fotógrafa é Thania Thaddeu (mãe do futuro blogueiro Léo) e mais fotinhas bacanas (incluindo uma exclusiva de Ruy Goiaba) você encontra clicando aqui.

Escrito por Inagaki às 00h57
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Divagar Devagar

Os neurônios se perdem, as veias assumem as rédeas. Como ser racional diante da Beleza? Como provar do universo rubro da tua boca e sair impune? E agora, a cabeça à roda, entôo estrofes descoordenadas. Porque relembro teu sorriso coruscante, e o tempo se esquece de passar.

Em teu olhar, avizinha-se a aurora.

Vamos propagar mentiras mundo afora e sonhar com amores que não se apagam. Vamos amanhecer palmilhando estrelas. Vamos dormir abraçados e jogar os calendários fora. Vamos viver nossa utopia pessoal - sôfregos, alienados, felizes como só os amantes sabem ser.

Em teus braços, eu sinto paz.
Em teus braços, reencontro o útero em que nasci.
Em teus braços, sou cúmplice trôpego de todos os clichês dos apaixonados.
Em teus braços, perscruto a presença de Deus.
Em teus braços, redesenho palavras.

Arranhe minhas costas, desenhe com tuas unhas planetas, cometas, mundos imaginários. Ensine-me as notas que jamais escutei, reeduque meus sonhos embotados. Toque minha alma assim como eu vislumbro teu rosto em cada nuvem no céu.

* * *

Nossos passos rimam pelas calçadas, nossos beijos não têm pressa. Nossos risos uníssonos, nossos sonhos acordados, essa voracidade de estrelas que remoinha o mundo à nossa volta. Até quando?

Tempo é uma conspiração diária que fere aos poucos, erosão escavando o chão sob nossos pés. Tudo passa.

Mas teus lábios me dão o gosto volátil da eternidade.

* * *

Não sei onde você está agora, e tudo é interrogação.
Onde os teus olhos risonhos?
Onde os teus pêlos, a pele arrepiada quando te mordia a nuca?
Onde o teu sexo lasso, lânguido, labiríntico?
Onde o teu sorriso que me entorpecia e iluminava?
Onde as linhas da tua mão, que ensinavam que o futuro é uma pauta em branco?
Onde o til da tua sobrancelha? Onde o vórtice do teu umbigo? Onde os seios tatuados em minhas insônias?
Onde a sanidade que já não me possui? Onde as algemas sob tua pele? Onde as palavras encalacradas na garganta? Onde o perfume do teu desejo? Onde, onde?

Meus olhos insones se perdem procurando teu silêncio reluzindo na escuridão da noite.

* * *

Não, não parta. Sou tolo, sou aprendiz. Já não sei de mais nada, você é minha incógnita e minha revelação. Você me falta e me completa. Teus olhos me falam de novos capítulos que apenas começamos a rascunhar.

Vem, não façamos mais planos. Sigamos com a liberdade de um improviso, enquanto meus passos são guiados pelo teu sorriso...

P.S.: este texto, cuja primeira versão foi escrita originalmente há três anos, foi resgatado do fundo de minha gaveta virtual a pedido de uma querida amiga, que sente falta de meus textos mais, hmm, sentimentais.

Escrito por Inagaki às 04h45
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Cenas Inesquecíveis - 4

Donald O' Connor em Singing in the Rain (1952).

Pergunte para um cinéfilo qual é o melhor musical de todos os tempos. De cada dez entrevistados, provavelmente dois (que não sabem das coisas) dirão que não gostam de musicais, dois citarão títulos que vão de A Noviça Rebelde a Os Guarda-Chuvas do Amor, e os outros seis cravarão na mosca Cantando na Chuva, clássico dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly em 1952.

Pudera: o filme é repleto de músicas marcantes ("Singin' in the Rain", "Good Mornin", "Moses Supposes", "Broadway Rhythm"), e seu roteiro, escrito pela dupla Betty Comden e Adolph Green, não é menos que brilhante ao retratar a transição do cinema mudo para a era dos filmes falados. Some-se ainda um elenco afiadíssimo liderado por Gene Kelly, Debbie Reynolds, Donald O'Connor e Cyd Charisse, e está fechada a química para a gestação de uma obra-prima.

Em vez da já consagrada seqüência de Gene Kelly sapateando debaixo da chuva, optei por destacar neste post o número solo de Donald O'Connor em "Make'em Laugh". Primeiro, porque a seqüência é tão brilhante quanto a de Kelly. Na cena em questão, O'Connor interage com todos os elementos do cenário de um filme (sofá, escada, paredes falsas) com a agilidade de um verdadeiro "clown", enquanto canta "Make'em Laugh", composição de Nacio Brown e Arthur Freed mais conhecida no Brasil pela versão em português cantada pelo palhaço Bozo em seu finado programa no SBT ("Sempre rir, sempre rir/ Pra viver é melhor sempre rir"...). No clímax da seqüência, O'Connor sobe (literalmente) pelas paredes do cenário, antecipando em quatro décadas as estripulias de Jackie Chan em seus filmes de ação.

Sobre as filmagens, O'Connor declarou em entrevista que na época, por filmar cerca de quatro maços de cigarro por dia, ficou completamente extenuado ao fim da seqüência, com o agravante do chão do estúdio ser de concreto, fazendo com que todo o impacto de seus pulos, giros e piruetas fosse canalisado diretamente para seus pés e joelhos. O'Connor só retornou ao set três dias após da filmagem dessa cena, em descanso merecido depois de todo o seu esforço. Quando pisou os pés no estúdio, foi recebido com palmas entusiasmadas de toda a equipe. No entanto, em off, Gene chamou-o para um canto e disse: "Você seria capaz de fazer esse número novamente? É que ninguém checou a abertura da câmera, e perdemos a película de toda a sua seqüência". No dia seguinte O'Connor filmou, enfim, o registro definitivo dessa cena. Seria o primeiro take superior ao que vimos no filme?

O segundo motivo pelo qual escolhi esta seqüência foi prestar uma homenagem a Donald, que faleceu no último dia 27 aos 78 anos de idade.

P.S.: Confiram também os outros posts da série "Cenas Inesquecíveis": A Dama de Shanghai (1948), A Bela Intrigante (1991) e Uma Aventura na África (1951).

Escrito por Inagaki às 23h34
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Um fotógrafo cego

Gostaria de dominar melhor a arte da fotografia. Por enquanto, me atenho a admirar o trabalho daqueles que sabem como transformar fotos e retratos em imagens capazes de transcender o limite das molduras (por exemplo, o Sergio Fonseca). Quando assisti ao belo documentário Janela da Alma (2002), de João Jardim e Walter Carvalho, que aborda a questão do olhar através de depoimentos de artistas e intelectuais que sofrem de problemas de visão que vão da miopia à completa cegueira, não à toa a entrevista que mais me chamou a atenção foi a de Evgen Bavcar, fotógrafo esloveno.

Bavcar, um cego que não usa óculos escuros.Bavcar sofreu dois acidentes (uma queda e uma explosão de mina de guerra) que causaram a perda total de sua visão aos 11 anos de idade. Aos 15, tirou sua primeira fotografia: o retrato de uma colega de escola por quem havia se apaixonado. Após estudar História em Ljubljana e Filosofia em Sorbonne, Bavcar intensifica seus experimentos fotográficos, e seu trabalho ganha maior repercussão mundo afora, inclusive inspirando o roteiro de A Prova (1991), ótimo filme dirigido pela australiana Jocelyn Moorhouse, com Hugo Weaving e Russell Crowe. Mas fica a questão paradoxal: como é possível um cego fotografar?

Eis uma questão que ensejaria infindáveis discussões filosóficas, que envolvem tópicos como a autoria de uma obra de arte. Não seria Evgen Bavcar uma espécie de gigolô de imagens, cercado de assistentes que, ao auxiliarem na iluminação, foco, composição, revelação e manipulação das fotos, agiriam como "ghostwriters" (ou, no caso, "ghostphotographers") que fazem o trabalho todo para que outro alguém assine por suas obras?

Por outro lado, afirma Bavcar: ''Há imagens demais, ninguém consegue ver nada. É preciso voltar às trevas para encontrar as verdadeiras imagens". E aí entramos na questão do olhar em uma sociedade contemporânea que vislumbra o mosaico do mundo como quem engole imagens sem mastigar tudo que há para ser visto. Quem lê tantas notícias? Quem vê tantos sites, tantos canais de televisão, tantas placas, outdoors e luminosos na barafunda visual de nossos dias? Sobre o conceito de suas fotografias, Bavcar explica: "Busco a congregação entre os mundos visível e invisível, e a contestação dos métodos tradicionais de percepção da visão". A declaração faz sentido, se pensarmos que o papel da fotografia não se limita ao mero registro figurativo do real.

Criados de acordo com os padrões impostos pela clássica pintura figurativa, fomos programados a pensar em fotos como meios de apreensão da realidade exatamente como nós a enxergamos, "perfeita". Respeitando tais cânones, retratos em que alguém aparece piscando ou coçando o nariz devem ser descartados. No entanto, essas supostas "imperfeições" não retratam a realidade do modo como ela é. Claro, a não ser que alguém pense que a Gisele Bündchen nunca assoa o nariz, ou que a Luciana Vendramini jamais acorda com remelas nos olhos.

Mas a questão continua a incomodar: como pode um fotógrafo incapaz de enxergar suas próprias fotos defender a autencidade de seu trabalho? Tendo a ver (trocadilho involuntário) os trabalhos visuais de Bavcar como estudos que só ganham valor se acompanhados por seu manual de instruções. Como certas instalações de Bienal, que se localizadas em um terreno baldio seriam confundidas com sucatas abandonadas, as fotografias de Evgen Bavcar, embora plasticamente admiráveis (vale a pena, a propósito, conhecer as suas fotos), só ganharam a dimensão e o reconhecimento atuais por conta do discurso filosófico que as sustenta.

Escrito por Inagaki às 15h39
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