Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



O novo site dos Virunduns

Atualize seu bookmark: http://www.virunduns.com
Tudo começou quando, em 31 de março de 2002, publiquei um editorial no Spam Zine intitulado "Trocando de biquíni sem parar". O texto, inspirado no site Kiss This Guy, discorria a respeito dos erros involuntários que cometemos ao cantar certas músicas. O exemplo clássico é o velho hit do grupo Brylho, "Noite do Prazer", do famoso refrão "na madrugada vitrola rolando um blues/ tocando B. B. King sem parar". Oras, quase ninguém canta esses versos corretamente. A maioria entoa "trocando de biquíni sem parar", embora haja quem cante "tocando Jimmy Cliff sem parar", "trocando de vitrine sem parar" e até mesmo a versão mais libidinosa: "na madrugada vitrola rolando, nus, trocando de biquíni sem parar".

O texto fez inesperado sucesso: recebi dezenas de e-mails com novos exemplos de virunduns. Após ter publicado dois posts neste blog sobre o mesmo tema (novamente com dezenas de feedbacks de leitores confessando outras viagens maionésicas), criei, junto com meus colegas Marmota e Ian, uma página exclusivamente dedicada aos virunduns. O blog fez mais sucesso do que o esperado: ganhou matérias na Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal da Tarde, Correio Braziliense e Isto É Gente. Pudera: o que tem de gente que canta versos como "Scubidu dos sete mares", "Alagados, Nescau, Favela da Maré", "é você que é mal-passado e não vê", "alô alô lavem o Brasil", "solto a avó na estrada", "tira essa bermuda que eu quero ver seu sexo", "verás que um filisteu não foge à luta"...

Mas enfim, todo esse preâmbulo serviu apenas para informar que os virunduns agora tem domínio próprio. Atualizem seus bookmarks!

http://www.virunduns.com

Em tempo, preciso confessar o virundum que mudou a minha vida, enviado por Carla Regina Zuquetto:

"Me lembrei de um virundum que já virou versão oficial. Em todo caso, quando eu descobri isso fiquei surpresa! É do poeminha da batatinha: 'Batatinha quando nasce ESPALHA RAMA pelo chão', não 'se esparrama'. Alguém consegue imaginar uma batata recém-nascida se esparramando pelo chão??"

Mais uma ilusão destruída da minha infância...

Escrito por Inagaki às 00h41
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Aspas

• uma tira edificante



(Malvados, de André Dahmer)

* * * * *

• um poema

aos predadores da utopia

dentro de mim
morreram muitos tigres

os que ficaram
no entanto
são livres


(Lau Siqueira - agora com blog pessoal)

* * * * *

• uma cena de sexo

Portas fechadas, portas fechadas: o psiquiatra e a mulher deixavam sempre aberta a do quarto das filhas e às vezes, enquanto faziam amor, as palavras confusas dos sonhos delas misturavam-se com os seus gemidos numa trança de sons que os unia de um modo tão íntimo que a certeza de nunca se poderem separar como que apaziguava o receio da morte, substituindo-o por uma tranquilizante sensação de eternidade: nada seria diferente do que então era, as filhas não cresceriam nunca e a noite prolongar-se-ia num enorme silêncio de ternura, como o gato espapado de sono junto ao calorífero, a roupa ao acaso nas cadeiras, e a companhia fiel dos objectos conhecidos. Pensou em como no cobertor da cama se multiplicavam manchas brancas de esperma e cones vaginais, e de como na almofada da mulher havia sempre pegadas de rímel, pensou na indizível expressão dela quando se vinha ou de quando, sentada sobre ele, cruzava as mãos na nuca e rodava o corpo para um e outro lado a fim de lhe sentir melhor o pénis, com os seios grandes balouçando de leve no tronco estreito.

(extraído do romance Memória de Elefante, de António Lobo Antunes)

* * * * *

• um aviso de porta de banheiro



(encontrado no site Portugal no Seu Melhor)

* * * * *

• uma frase

Em um mundo louco somente os loucos são sãos. (Akira Kurosawa)

Escrito por Inagaki às 19h56
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All your memes are belong to us

"De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo".

Já perdi a conta de quantas vezes encontrei o parágrafo acima em blogs, listas de discussão e e-mails. Mais do que a velocidade com que a mensagem se propagou ou a espantosa quantidade de blogueiros que postaram essa mesma frase, o que me saltou aos olhos foi a relação desse case com a intrigante teoria dos memes.

Resumindo grosseiramente, memes seriam vírus mentais que se reproduzem feito Gremlins molhados, e que se propagam mundo afora hospedando-se nos cérebros de incautos como eu e você. Segundo o biólogo Richard Dawkins, que cunhou o conceito em seu livro O Gene Egoísta, memes podem ser "músicas, idéias, slogans, modas de roupas, modos de fazer vasos ou de construir arcos". Uma vez incutidos em nossos cérebros-hospedeiros, são passados adiante através da imitação (o termo é originário da palavra grega "mimeme", "imitação" em grego).

Ok, eu confesso: também já dancei macarena.E assim, nesse processo de "Maria vai com as outras", febres passageiras (como bambolês e tamagotchis) ou não (contar piadas de elefante, cantar Parabéns Pra Você em festas de aniversário) difundem-se mundo afora, da mesma maneira que músicas infames (da Florentina de Jesus à Egüinha Pocotó), modismos de estação (dança da Macarena, calças semi-bag, piercing no umbigo), lendas urbanas e tudo o mais que possa ser transmitido culturalmente. Agiríamos, pois, como aquele torcedor de estádio de futebol, que vê a multidão se levantando em uma ola e repete o gesto mecanicamente. Ou como o participante de uma flash mob ocorrida na Avenida Paulista que, ao ser indagado sobre o porquê da sua participação, declarou: "foi boa a sensação de estar fazendo parte de alguma coisa, mesmo sem saber pra que ela servia". Como afirmou Timothy Leary, "memes são conceitos-chave que podem ser perfeitamente manipulados a fim de programar mentes alheias" (alguém aí pensou no slogan da Nova Schin?).

Como não poderia deixar de ser, grande parte dos cientistas sequer reconhece a existência de memes. Pudera: a julgar pelo seu conceito, seres humanos podem ser vistos como autômatos programáveis dentro dos quais idéias, modas e teorias se reproduzem em um embate constante a fim de sobreviverem e serem propagados para as gerações seguintes. Idéias e ideologias, portanto, seriam transmitidos por "contágio", e não por convicção ou livre arbítrio. Reportagem de Jerônimo Teixeira publicada na Superinteressante deste mês cita uma afirmação lapidar do filósofo americano Daniel Dannett sobre o tema: "um acadêmico é apenas o meio que uma biblioteca utiliza para produzir outra biblioteca". Richard Dawkins chegou a afirmar, em seu livro Viruses of the Mind, que as religiões não passam de "complexos de memes co-adaptados" (e você que achava que Diogo Mainardi é polemista).

Esteja correta ou não, é estimulante saber mais a respeito da memética, a disciplina dedicada ao estudo teórico dos memes. Para tanto, vale a pena conhecer os textos de estudiosos como a psicóloga Susan Blackmore, ou simplesmente fazer uma busca no Google (há mais de 2 milhões de sites sobre o assunto). Afinal de contas, haveria terreno mais fértil para a propagação de teorias, fundamentadas ou não, que a Internet?

Escrito por Inagaki às 20h35
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Espírito de Maguila

Em meados dos anos 80, Adilson "Maguila" Rodrigues empolgava multidões de incautos em suas lutas de boxe, geralmente transmitidas pelo recém-finado Show do Esporte da Rede Bandeirantes, com narração de Luciano do Valle e comentários de Newton Campos (a memória, esse infindável baú de lembranças inúteis). Não que ele fosse um grande boxeador: o nosso Maguila nunca teve a técnica ou a pegada de nomes como Sugar Ray Leonard, George Foreman e Oscar de La Hoya. Mas, para um Brasil continuamente carente de ídolos, era bacana torcer por um cara simples, humilde e, acima de tudo, carismático. E vejam que, antes de encerrar a carreira, Maguila conseguiu ganhar o cinturão de campeão mundial. Ok, foi pela sexta ou sétima associação de boxe em grau de importância; mas enfim, o importante é o que importa.

Contudo, o que me levou a citar Maguila neste post é o hábito que ele possuía de, a cada luta ganha, tecer um infindável rol de agradecimentos aos microfones da televisão: "seu Luciano, eu gostaria de agradecer à minha esposa, aos meus pais, a fulano de tal que é prefeito de Guarulhos, ao Juarez Soares, à Lousano que é minha patrocinadora, ao seu Bassi que me oferece umas carnes do 'restaurantchi' dele, ao seu José que é o barbeiro que fez este corte 'bunitchu' no meu cabelo", etc etc. Pois bem: chegou a hora de incorporar o espírito de nosso simpático lutador com apelido de desenho da Hanna Barbera.

Carla Ivana, obrigado pelo trabalho que você teve na criação de um template personalizado para meus comentários. Cumpadi Matusalém Matusca, também lhe devo um agradecimento (fora o Xsara Picasso, mas essa é outra história) por ter criado esta pequena jóia pra lá de bacana para o meu blog:

Pensar Enlouquece. Pense Nisto.

(para incluir o botão em seus respectivos sites, basta dar copy-and-paste no box acima).

Quero agradecer ainda a todos os blogueiros que incluíram em suas páginas o link para a votação de Pensar Enlouquece no prêmio iBest Blog 2004, assim como a todos que acompanham diariamente os textos que escrevo bissextamente. E, finalmente, não posso deixar de agradecer mais uma vez a Suzi Hong, por tudo que tem feito por mim.

Pronto: se depender de discurso de agradecimento, já posso ganhar até eleição de síndico dedio durante o último turno da noite, aprecia a vizinhança e pretende morar em Perdizes um dia. Gosta do trabalho e dos moradores, mas tem uma queixa a fazer: uma decisão tomada na última reunião do condomínio decretou que a televisão da guarita onde trabalha só pode ser ligada em casos excepcionais (Copa do Mundo, por exemplo). Por causa disso, tem sistematicamente perdido os jogos do Santos. "Agora, só com radinho", suspira.

P.S.: o texto acima foi escrito originalmente para um trabalho de faculdade, há três anos, com o singelo tema "A Rua Onde Moro".

Escrito por Inagaki às 08h27
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Espírito de Maguila

Em meados dos anos 80, Adilson "Maguila" Rodrigues empolgava multidões de incautos em suas lutas de boxe, geralmente transmitidas pelo recém-finado Show do Esporte da Rede Bandeirantes, com narração de Luciano do Valle e comentários de Newton Campos (a memória, esse infindável baú de lembranças inúteis). Não que ele fosse um grande boxeador: o nosso Maguila nunca teve a técnica ou a pegada de nomes como Sugar Ray Leonard, George Foreman e Oscar de La Hoya. Mas, para um Brasil continuamente carente de ídolos, era bacana torcer por um cara simples, humilde e, acima de tudo, carismático. E vejam que, antes de encerrar a carreira, Maguila conseguiu ganhar o cinturão de campeão mundial. Ok, foi pela sexta ou sétima associação de boxe em grau de importância; mas enfim, o importante é o que importa.

Contudo, o que me levou a citar Maguila neste post é o hábito que ele possuía de, a cada luta ganha, tecer um infindável rol de agradecimentos aos microfones da televisão: "seu Luciano, eu gostaria de agradecer à minha esposa, aos meus pais, a fulano de tal que é prefeito de Guarulhos, ao Juarez Soares, à Lousano que é minha patrocinadora, ao seu Bassi que me oferece umas carnes do 'restaurantchi' dele, ao seu José que é o barbeiro que fez este corte 'bunitchu' no meu cabelo", etc etc. Pois bem: chegou a hora de incorporar o espírito de nosso simpático lutador com apelido de desenho da Hanna Barbera.

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