Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



You must remember this

A sigh is just a sigh...Os aspirantes a Rob Fleming deliram com essas listas, não sem motivos. O American Film Institute (AFI) divulgou, ano passado, uma relação com os 100 melhores filmes românticos da história do cinema norte-americano. A lista completa, acessível aqui, é encabeçada pelo incontestável Casablanca, clássico de 1942 protagonizado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Em segundo lugar, os membros da AFI, elegeram ... E o Vento Levou, obra-prima de 1939.

Não vou reproduzir aqui a lista completa, vão e confiram. Só gostaria de comentar o detalhe que mais me chamou a atenção nessa votação: em sete dos dez filmes mais votados, o casal de protagonistas não fica junto no final do filme. Esse aspecto me fez lembrar de cara Filosofia da Composição, texto em que Edgar Allan Poe explica, com minúcias, como compôs O Corvo, seu poema mais famoso. Chamo a atenção para este trecho em particular:

"(...) considerando o belo como o meu terreno próprio, perguntei-me: 'Qual é o tom para a sua manifestação mais alta?'. Este seria o tema de minha seguinte meditação, e toda a experiência humana nos leva a crer que esse tom é o da tristeza. Qualquer que seja seu parentesco, a beleza, em seu desenvolvimento supremo, induz às lágrimas, inevitavelmente, as almas sensíveis. Assim, a melancolia é o mais idôneo dos tons poéticos".

Poe, neste trecho originalmente publicado em 1845, acertou em cheio. Pois explica o porquê do fascínio que histórias de amor malsucedidas imprimem em nosso inconsciente coletivo. Casablanca seria o clássico que é hoje se Rick e Ilsa concretizassem sua relação e fugissem juntos, felizes feito dois idílicos pombinhos? "Never", balbuciaria o corvo de Poe - porque clássico que é clássico termina com final em branco, uma página inacabada na qual a imaginação de cada espectador desenhará toda uma miríade de possibilidades após a descida dos créditos finais. Do mesmo modo, pense em outros finais infelizes e definitivos em nosso background cultural: Romeu & Julieta, Doutor Jivago, Annie Hall, O Morro dos Ventos Uivantes. Alguém realmente acredita que tais obras teriam o mesmo carisma se terminassem como nos contos de fadas?

Como bem escreveu mestre Paulinho da Viola, "lágrimas são as pedras preciosas da ilusão".

Escrito por Inagaki às 21h41
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Medo e delírio na América

- Manhã de poucas palavras. Mudou a paisagem física, mudou a paisagem política, mudou a paisagem humana. - Nemo Nox, às 13:45 do dia 11/09/2001.

Estava em casa, ainda digerindo o café da manhã. Sentado em frente ao computador, comecei a puxar os e-mails, quando me deparei com a manchete na home-page do UOL: "Avião choca-se com o World Trade Center". Não dei muita atenção para o fato. Imaginei que fosse apenas um teco-teco, e que o incidente fosse um desses sem maiores conseqüências, como o episódio pitoresco em que um ultraleve pousou na praça do Kremlin, anos atrás. Estava mais preocupado, na verdade, em apagar os spams que entulhavam minha caixa postal. Por que cargas d'água havia recebido um e-mail divulgando o curso de adestramento de cachorros de Zoraide D'Almeida?

Só comecei a perceber a seriedade da coisa quando voltei a navegar pela página inicial do portal: outro avião havia se chocado com o WTC. Duas cajadadas no mesmo coelho e no mesmo dia? Liguei a televisão. Na Globo, Carlos Nascimento fazia a locução do caos, ao vivo. Um Boeing havia atingido o Pentágono.

- Ei, mãe!

Dona Sayoko, ainda com o avental de lavar louça, veio até a sala, atraída pelo meu berro. Naquele instante, todos os canais exibiam as mesmas imagens veiculadas pela CNN, e uma avalanche de informações desencontradas era vomitada por jornalistas atordoados. Falava-se em mais quatro aviões seqüestrados, sobrevoando a América feito os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Diziam que bombas tinham explodido um shopping center em Washington, e que o Capitólio estaria em chamas. Era um dilúvio de informações, uma (literalmente) mais bombástica que a outra. A imagem que veio à cabeça naquela hora: a cena final de Clube da Luta, em que prédios ruíam um após o outro feito castelos de areia.

Ficamos, eu e minha mãe, estatelados em frente à televisão, com cara de espectadores desnorteados assistindo a um filme finlandês com legendas em aramaico, ansiosos por compreender o que estava, afinal, acontecendo. Ambos com um aperto incômodo no coração, pensando em minha irmã que morava em Miami mas ia viajar exatamente naquele dia para Porto Rico. Será que ela estava em um daqueles aviões supostamente seqüestrados? Discamos várias e várias vezes para o celular da Carla, mas as ligações sempre caíam na caixa postal.

De repente, eis que uma das torres do World Trade Center, enorme qual o símbolo fálico da pujança econômica de Wall Street, desabou feito aquela casa de palha dos Três Porquinhos. Naquele exato instante percebi: live from New York, a História folheava seu mais novo capítulo. Trinta minutos depois, com a derrocada da outra torre, os Estados Unidos haviam sido castrados de vez. Naquele momento, a questão que todos faziam era: quem seria a Lorena Bobbit do terrorismo internacional, ousada a ponto de decepar os dois maiores prédios da capital mundial do capitalismo?

Passei o restante do dia em casa, hipnotizado em frente à TV ou conectado na Internet, buscando entender o que meus olhos tinham acabado de testemunhar. Quanto à minha irmã, ela acabou telefonando duas horas depois da queda das Torres Gêmeas, para avisar que estava tudo bem com ela. Sua viagem, obviamente, havia sido cancelada. Pelo telefone, ela descrevia sua visão: dezenas de pessoas choravam no meio das ruas. Haviam perdido o hímen da ilusão de que a América era imune a esse tipo de tragédia, tão comum em outros confins.

Ao final daquele 11 de setembro de 2001, três minhocas perambulavam macambúzias em meu cérebro: Apreensão, Perplexidade e Tristeza. Meu desconsolo maior estava em saber que, ao contrário da Guerra dos Mundos do programa de rádio de Orson Welles, as cenas que eu vira foram 100% reais. Naquele dia, a realidade goleara Hollywood por quatro aviões a zero.

Escrito por Inagaki às 13h27
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Ars longa, vita brevis

Clique aqui para ler a biografia de Leni Riefenstahl.Morreu ontem, aos 101 anos de idade, a cineasta e fotógrafa alemã Leni Riefenstahl. Se dependesse apenas de méritos artísticos, a morte de Leni seria unanimemente lamentada. Documentários como O Triunfo da Vontade (1934) e Olympia (1938) são admirados por cinéfilos e críticos, devido a suas inovações técnicas e estéticas. O cerne do problema: ambos os filmes são peças de propaganda encomendadas pelo regime nazista.

Não à toa, sua carreira como cineasta soçobrou após o fim da Segunda Guerra Mundial, e Leni acabou encontrando na fotografia a válvula de escape de seus impulsos artísticos. Mas não posso deixar de pensar: se os nazistas tivessem vencido a guerra, provavelmente o mundo mesmo coelho e no mesmo dia? Liguei a televisão. Na Globo, Carlos Nascimento fazia a locução do caos, ao vivo. Um Boeing havia atingido o Pentágono.

- Ei, mãe!

Dona Sayoko, ainda com o avental de lavar louça, veio até a sala, atraída pelo meu berro. Naquele instante, todos os canais exibiam as mesmas imagens veiculadas pela CNN, e uma avalanche de informações desencontradas era vomitada por jornalistas atordoados. Falava-se em mais quatro aviões seqüestrados, sobrevoando a América feito os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Diziam que bombas tinham explodido um shopping center em Washington, e que o Capitólio estaria em chamas. Era um dilúvio de informações, uma (literalmente) mais bombástica que a outra. A imagem que veio à cabeça naquela hora: a cena final de Clube da Luta, em que prédios ruíam um após o outro feito castelos de areia.

Ficamos, eu e minha mãe, estatelados em frente à televisão, com cara de espectadores desnorteados assistindo a um filme finlandês com legendas em aramaico, ansiosos por compreender o que estava, afinal, acontecendo. Ambos com um aperto incômodo no coração, pensando em minha irmã que morava em Miami mas ia viajar exatamente naquele dia para Porto Rico. Será que ela estava em um daqueles aviões supostamente seqüestrados? Discamos várias e várias vezes para o celular da Carla, mas as ligações sempre caíam na caixa postal.

De repente, eis que uma das torres do World Trade Center, enorme qual o símbolo fálico da pujança econômica de Wall Street, desabou feito aquela casa de palha dos Três Porquinhos. Naquele exato instante percebi: live from New York, a História folheava seu mais novo capítulo. Trinta minutos depois, com a derrocada da outra torre, os Estados Unidos haviam sido castrados de vez. Naquele momento, a questão que todos faziam era: quem seria a Lorena Bobbit do terrorismo internacional, ousada a ponto de decepar os dois maiores prédios da capital mundial do capitalismo?

Passei o restante do dia em casa, hipnotizado elamentaria hoje a morte da mais talentosa cineasta de todos os tempos. Ok, felizmente escapamos dessa. Mas e a obra da artista, pode ser julgada independemente de sua ideologia? A melhor resposta pode ser dada por Steven Spielberg, judeu e familiar de sobreviventes do Holocausto, que declarou admirar o gênio de Riefenstahl como cineasta.

Muitos não sabem, ou não querem, separar a obra da vida de um artista. Mas é de se perguntar: o que diferencia Leni Riefenstahl de um cineasta como o norte-americano D. W. Griffith, que em sua obra-prima Nascimento de uma Nação (1915) coloca membros da Ku Klux Khan como os "mocinhos" do filme? No entanto, como desprezar as inovações desse filme de Griffith, pioneiro no uso de close-ups, desenvolvimento de ações paralelas, profundidade de campo? E o que dizer de Elia Kazan, diretor de clássicos como Sindicato de Ladrões (1954) e Clamor do Sexo (1961), que entregou 12 nomes de filiados ao Partido Comunista americano ao Comitê de Atividades Anti-Americanas (comandado pelo famigerado senador Joseph McCarthy) em 1952 e foi estigmatizado como delator?

Os (anti) exemplos não acabam. O compositor alemão Richard Strauss, autor de Assim Falou Zaratustra (tema da abertura de 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick), aderiu ao nazismo. Ezra Pound, um dos maiores poetas americanos de todos os tempos, inspirador e divulgador de autores na época ainda desconhecidos (como James Joyce, Robert Frost e T. S. Eliot), foi militante do fascismo e anti-semita convicto. O maestro Herbert von Karajan, que durante 35 anos regeu a Filarmônia de Berlim, foi duas vezes filiado ao Partido Nazista. Louis-Ferdinand Céline, escritor francês, autor dos romances Viagem ao Fim da Noite e Morte a Crédito, também foi ferrenho anti-semita e colaboracionista.

O que fazer com as obras destes e de outros artistas que tiveram em algum momento de suas vidas ligação com ideologias espúrias, como Roberto Rosselini, Gabriele D'Annunzio, Knut Hamsun, Dziga Vertov? Simplesmente desprezá-las, em detrimento de seus evidentes méritos artísticos? Resposta inaceitável, ao menos para mim. Porque para os leitores da revista Bravo a discussão vai longe...

Escrito por Inagaki às 20h54
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Clique aqui para comentar a coluna do Gravatá desta semana!O singelo desenho ao lado, feito por mestre Glauco Cruz, ilustra a Coluna do Gravatá do jornal O Globo desta semana. Que, além de merecidamente dar nota 10 ao Calendário do Pensamento, cita um post que escrevi a quatro mãos com minha namorada. O texto destacado pelo Gravatá é uma compilação de declarações amorosas (bobonas, como toda afirmação do gênero deve ser). Por exemplo: "você é o farol da minha nau à deriva, a peruca da minha careca, o teorema de Pitágoras do meu triângulo retângulo, a Enterprise da minha Jornada nas Estrelas, a cena de sexo do meu filme de sacanagem, a Penélope Charmosa da minha Quadrilha de Morte, a cesta de três pontos do meu jogo de basquete"...

Pois bem, bem de acordo com o clima abobado do post, Glauco Cruz ilustrou magistralmente o texto (o desenho ao lado é só uma amostra, para ver a ilustração completa, clique aqui). Ah sim: pra quem ainda não reconheceu, eu e Suzi somos esse singelíssimo casal com sorvetes na testa. Em minha defesa, só gostaria de dizer que minha arcada dentária é um pouco mais bonitinha que na caricatura. :)

Escrito por Inagaki às 15h44
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Vasculhando arquivos

Semana passada recebi um e-mail muito bacana da Patrícia, uma leitora de Belo Horizonte, que cita um antigo texto que publiquei em meu primeiro e abandonado site. Nele, digo o seguinte:

Quando você é criança, pensa que poderá fazer de tudo: ser astro de cinema, cientista maluco, cantor das multidões, líder revolucionário. Tudo seria mera questão de tempo, e assim alimentávamos utopias enquanto esperávamos o sono chegar, fingindo, para nossos pais, que já estávamos dormindo.

Crescer é um processo no qual pouco a pouco vamos nos desvencilhando desses sonhos, acuados pelos espinhos do tal mundo adulto. Tornamo-nos "maduros", "responsáveis", e assim vamos largando planos pelo caminho. O grande perigo é o de acabarmos nos concentrando em apenas um: como arranjar dinheiro para pagar as contas.

Ainda não cheguei a tal ponto trágico, já que ainda almejo trabalhar com algo relacionado com o que mais aprecio fazer, que é escrever. Enquanto isso, vou mantendo os pés no chão trabalhando como caixa de banco, enquanto miro as estrelas lá no céu.
Hoje, quatro anos após ter redigido essas linhas, ainda me identifico com o que escrevi. Mudei de emprego, mas continuo trabalhando em um banco. Minhas contas e obrigações familiares não me permitem, por enquanto, dar uma de porra louca para tentar viver exclusivamente de literatura ou jornalismo, ainda mais em tempos difíceis nos quais tanta gente qualificada ainda engrossa as estatísticas de desemprego. A propósito: faço free-lancers jornalísticos sobre qualquer editoria. :)

Em outro trecho desse mesmo texto, tergiverso sobre tempos mais amenos: os indefectíveis anos 80.

Minha infância não teve pipas, não corri atrás de balões, não rodei pião nem joguei ab> : Roy Orbison, Ambrose Bierce, José Roberto Torero, Jeff Buckley e Philip Larkin foram os cinco primeiros nomes da série "Prediletos da Casa".

Escrito por Inagaki às 01h44
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Eu te amo mesmo assim



Brasil é braseiro de rosas,
A União, estados de amor.
Floral, sub-espinhos daninhos;
Espinhal: sub-flor e mais flor.
(Sousândrade)

Escrito por Inagaki às 17h14
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