Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Renato Russo e as utopias da juventude

Juventude, transgressão, rebeldia contra o establishment, esperança ingênua em mudar o mundo: sim, todos nós já fomos jovens. E, em se tratando de rock nacional, não há trilha sonora mais adequada para essa etapa da vida do que Legião Urbana. Renato Manfredini Junior, vocalista, letrista e mentor da banda, morreu em 1996. No entanto, sete anos depois, emplacou um hit póstumo que é veiculado incessantemente nas FMs e na novela das oito, e o catálogo da Legião ainda vende impressionantes 500.000 álbuns por ano. Qual é o segredo?

Antes de mais nada, é preciso ressaltar Renato Russo foi um ótimo cantor e letrista acima da média, dons que foram ofuscados pela dramaticidade de sua vida pessoal e pelo caráter quase messiânico com que suas composições até hoje são recebidas pelos fãs. Ao contrário das bandas atuais, que parecem orbitar sobre duas únicas pautas (a saber: maconha e putaria), a Legião Urbana faz sucesso até hoje por abordar em suas canções assuntos como política, religião, amor e as decepções com o mundo em geral. Não à toa, qualquer lançamento póstumo de Renato Russo e sua banda é sucesso garantido de vendas (até agora a EMI-Odeon pôs à venda dois álbuns solo e três da Legião após a morte de Renato).

Para a desgraça dos tímpanos alheios, grande parte desses lançamentos não passa de pura picaretagem. Guardadas as devidas proporções, esses discos são tão medíocres quanto os romances publicados postumamente de Ernest Hemingway (e vejam que o autor de "O Velho e o Mar" se matou porque se julgava incapaz de conseguir voltar a escrever qualquer/literal/calandra.nsf/0/46296B57A2D9BCCF03256CDB00698B17?OpenDocument&pub=T&proj=Literal&sec=Blogteca" target="_blank">Portal Literal;
- Ter uma "biografia" escrita por meu camarada Nelson Moraes;
- Blogs of Note e What's Up do Blogger Brasil;
- Seis "blogs filhos" cadastrados no BlogTree;
- Virar personagem de gif animado de cumpadi Matusca Matusalém;
- Alvo da Semana no Blog List;
- Blog do dia na Globo.com;
- Ser entrevistado pelo programa Blog'n'Roll da allTV;
- Manter um dos weblogs em português linkados pelo miniportal espanhol Web de Blogs;
- Linkado por 393 blogs cadastrados no TopLinks;
- Top 3 do prêmio iBest 2003 na categoria Voto Popular.

Ok, blog não traz dinheiro nem fama. Mas não posso me queixar, muito pelo contrário. Por isso, neste primeiro aniversário de Pensar Enlr livro decente; imaginem, pois, o que não faria se soubesse que suas sobras de gaveta foram publicamente expostas). Vide o sucesso de Renato Russo que toca atualmente, "Mais Uma Vez". Uma música de fazer sangrar os ouvidos, com seus versos dignos de um compêndio de auto-ajuda ("Se você quiser alguém em quem confiar/ Confie em si mesmo/ Quem acredita sempre alcança"), que conspurca a memória do compositor de belas faixas como "Love in the Afternoon", "Acrilic on Canvas", "Esperando por Mim", "Os Barcos" e a minha predileta, "Andrea Doria", gravada naquele que talvez seja o melhor disco da Legião, "Dois", de 1996 (clique aqui para ler a ótima resenha de Alexandre Matias sobre o álbum).

Quem nunca ouviu Legião Urbana, por desconhecimento, falta de interesse ou puro preconceito, precisa atentar para esta canção, que é em minha modesta opinião a melhor descrição que já encontrei, em todo o vasto universo pop, de todas as angústias, medos e ideais que cercam a fase da juventude. "Andrea Doria" é uma canção que precisa ser (re) descoberta, e não apenas pela acuidade de seus versos (que transcrevo a seguir); melodia, arranjo instrumental e o emocionante vocal de Renato compõem o mais bem-resolvido de todos os registros sonoros da Legião.

Às vezes parecia que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.

Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir

Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.

Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.

Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim.

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que segui
E com a minha própria lei.

Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também.


Escrito por Inagaki às 13h14
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A seguir, uma raridade. É o trecho de uma longa entrevista que Renato Russo concedeu a Leoni, cantor e compositor de sucessos como "Exagerado", "Garotos II" e "Fixação", publicada no livro Letra, Música e Outras Conversas, publicado pela Editora Gryphus e infelizmente fora de catálogo. Nesta obra, Leoni entrevista compositores como Herbert Vianna, Nando Reis, Samuel Rosa e Adriana Calcanhoto, que revelam seus métodos de trabalho, fontes de inspiração e histórias sobre sua carreira. No trecho a seguir, Renato Russo conta como surgiu a idéia para a criação de "Andrea Doria".

* * *

Leoni - Fiquei meio angustiado quando comecei a ouvir os discos porque às vezes não captava qual era o tema da letra. Eu achava que devia estar deixando escapar alguma coisa. Aí fiquei pensando em confessar a minha ignorância e perguntar. Andrea Doria, por exemplo...

Russo - Ah, essa eu sei. Andrea Doria é a mesma coisa de Será: (com uma voz empostada) um jovem que quer mudar o mundo e que está tudo horrível. Uma coisa que a Legião sempre tem, uma menina da MTV colocou isso muito bem: parece muito um livro chamado Os Meninos da Rua Paulo1. Se lembra do Nemetcheque? Era um menino todo bonzinho, queria fazer tudo direito e sempre tomava na cabeça. Ele acaba morrendo de pneumonia, parece. Seria um personagem como ele que estaria cantando essas músicas. É um jovem que acredita na virtude, em fazer as coisas corretamente, de acordo com as regras e fica batendo contra a parede porque esse mundo não funciona.

Andrea Doria coloca bem isso, a questão da juventude, ter sonhos, fazer planos e esbarrar neste mundo de hipocrisia, de mentira, do capitalismo, de consumismo e a gente fica sem saber o que fazer. Andrea Doria é um navio mesmo. A idéia era fazer uma imagem meio E La Nave Va 2 e coisas que talvez eu nunca me lembre porque entraram na letra. Na hora de escolher o título da música fizemos um monte de mitologias para a coisa ficar legal. Eu me lembro que Andrea Doria é um navio que afundou, a idéia era para ser: naufrágio. E no caso Andrea Doria é uma menina. O que ligou a música toda foi uma conversa que eu tive com a Luciana, mãe do Bi 3, e com a Tetê 4, no Crepúsculo de Cubatão 5. As duas estavam reclamando da vida ser muito difícil e a Tetê estava meio deprimida. Fiquei pensando: "Que coisa chata". Porque eram coisas que eu sentia também. Nem sempre adianta ser bom, ser honesto.

Peguei essa situação inicial e fiz a música que é um diálogo entre uma menina que era cheia de vida, alegria e planos e que sempre me deu força e que nesse instante é quem está derrubada. Aí então sou eu falando para ela. Tem coisas que fala para mim e tem coisas que falo para ela: "Às vezes parecia que de tanto acreditar em tudo que achávamos tão certo/ Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais". É aquela coisa dos planos, o mundo está horrível mas nós vamos conseguir, vamos juntos etc. Aí no meio do caminho: "Mas percebo agora que o seu sorriso vem diferente/ Quase parecendo te ferir". Quando você entra no mundo adulto se não tomar cuidado deixa entrar o cinismo, fica "jaded" 6.

E a música é uma conversa em cima disso: "Olha, realmente a coisa é difícil, mas não é por aí". Termina justamente falando: "A gente tem toda a sorte do mundo", sem especificar, que bem ou mal a gente não é favelado, não morre de fome. "Sei que tenho sorte, como sei que tens também". Uma das grandes temáticas das letras é exatamente essa, só que são sempre pequenas situações, colocadas de um certo jeito que a pessoa interpreta de outra maneira. Sempre tem uma historinha, uma mitologia.

1 Clássico da literatura infanto-juvenil, escrito em 1907 pelo húngaro Ferenc Molnar e traduzido por Paulo Rónai.
2 Filme de 1983 dirigido por Federico Fellini, citado en passant por Russo pelo fato de sua ação ocorrer dentro de um transatlântico.
3 Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas do Sucesso.
4 Tetê Tillet, amiga de Herbert Vianna, co-autora de Tendo a Lua, canção gravada no álbum "Os Grãos" (1991), dos Paralamas do Sucesso.
5 Antiga boate dark do Rio de Janeiro.
6 Cansado.


Escrito por Inagaki às 12h43
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Much Ado About Nothing

Foto extraída do blog http://flashmobsp.blogger.com.brPatrícia de Leite, 27, administradora de empresas, observou o flash mob realizado neste domingo, às 15h, na Avenida Paulista. Cerca de 70 pessoas sentaram-se na calçada em frente a um telão, apontaram controles remotos e celulares e simularam tentar mudar de canal. Três minutos depois, levantaram-se, bateram palmas e foram embora. Com exceção, obviamente, daqueles que foram abordados por jornalistas sequiosos em escrever matérias a respeito da nova moda. À reportagem do Diário de São Paulo, Patrícia declarou:

- Isso não tem nexo. Não tem razão de ser.

Não é mesmo para ter. Embora já pululem pela Internet teorias afirmando que os flash mobs representam "uma nova fissura na sociedade do espetáculo", não creio que haja qualquer pingo de contestação nessas reuniões. A não ser, é claro, que alguém me prove que os manifestantes que tiraram os sapatos e bateram com a sola no asfalto em São Paulo, comeram bananas dentro de uma loja de departamentos em Dortmund ou saudaram o urro de um dinossauro de plástico dentro de uma loja de brinquedos em Nova York foram inspirados por alguma obra de Guy Debord ou da escola de Frankfurt. Muito pelo contrário, os flash mobs têm sido marcados por um completo descompromisso: você vai lá para se divertir, e nada mais.

E, bem, já que citei os frankfurtianos, completo minha tergiversação afirmando o seguinte: flash mobs nada mais são do que happenings que foram desprovidos de sua "aura da arte" (citando Benjamin en passant). Primeiro, porque seus participantes não agem com o intuito de contestar; ao contrário, muitos se deleitam com a oportunidade de desfrutar de seus quinze segundos de fama dando entrevistas a jornais e revistas após as manifestações. Segundo, porque são basicamente adaptações de um movimento original criado no exterior (vivemos, afinal de contas, a tal "era da reprodução mecânica"). Terceiro, porque não há visão metafísica ou ideológica, mesmo porque estes são tempos pós-utópicos: tudo é feito "just for fun".

Seria de bom tom, pois, não confundir a descompromissada (e domesticamente sauder com 1 ou até 3 narrativas breves em prosa. De quebra, haverá prêmios: o primeiro colocado ganhará um aparelho de DVD, e os dois seguintes, livros de Haroldo Maranhão. Clique aqui para conhecer o regulamento, e participe (as inscrições vão até o dia 25 de agosto)!

Escrito por Inagaki às 02h48
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Fardo, mas não talho. E não poderia deixar de comentar, mesmo que com o atraso habitual, a simpática matéria que a simpaticíssima Dalila Góes escreveu no Correio Braziliense sobre os Virunduns. Na foto acima, o indefectível triunvirato de blogueiros Inagaki, Ian e Marmota esboça uma desajeitada pose como "top fodels" (confira mais fotos aqui).

Escrito por Inagaki às 02h43
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Much Ado About Nothing

Foto extraída do blog http://flashmobsp.blogger.com.brPatrícia de Leite, 27, administradora de empresas, observou o flash mob realizado neste domingo, às 15h, na Avenida Paulista. Cerca de 70 pessoas sentaram-se na calçada em frente a um telão, apontaram controles remotos e celulares e simularam tentar mudar de canal. Três minutos depois, levantaram-se, bateram palmas e foram embora. Com exceção, obviamente, daqueles que foram abordados por jornalistas sequiosos em escrever matérias a respeito da nova moda. À reportagem do Diário de São Paulo, Patrícia declarou:

- Isso não tem nexo. Não tem razão de ser.

Não é mesmo para ter. Embora já pululem pela Internet teorias afirmando que os flash mobs representam "uma nova fissura na sociedade do espetáculo", não creio que haja qualquer pingo de contestação nessas reuniões. A não ser, é claro, que alguém me prove que os manifestantes que tiraram os sapatos e bateram com a sola no asfalto em São Paulo, comeram bananas dentro de uma loja de departamentos em Dortmund ou saudaram o urro de um dinossauro de plástico dentro de uma loja de brinquedos em Nova York foram inspirados por alguma obra de Guy Debord ou da escola de Frankfurt. Muito pelo contrário, os flash mobs têm sido marcados por um completo descompromisso: você vai lá para se divertir, e nada mais.
flash mobs com o caráter subversivo e ideologizado de happenings como os idealizados por Flávio de Carvalho (1899-1973). Flávio, além de arquiteto, escritor, cenógrafo e artista plástico, foi pioneiro ao realizar alguns dos primeiros happenings no Brasil. Dois exemplos: em 1931, protagonizou a Experiência Nº 2, quando andou, com boné na cabeça, em sentido contrário ao de uma procissão católica para estudar a reação da população, e quase foi linchado pela multidão indignada. Depois, em 1956, Flávio realizou a Experiência Nº 3: caminhou solitário pelo Viaduto do Chá trajando saiote, e foi acompanhado por insultos de toda a urbe. Contestação, subversão, conflito com o status quo: definitivamente flash mobs são muito diversos de happenings artísticos. Vaticinou Millôr Fernandes: "arte é intriga".

Escrito por Inagaki às 01h18
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Clique aqui e veja mais charges do graaaaande Arnaldo Branco.

Não demorou muito para cooptarem o hype do momento: pois e não é que a revista Sexy também já está agitando o seu Flash Mob? Clique aqui para receber as instruções da tal farra, marcada para 30 de agosto.

(Em tempo: a charge acima é de Arnaldo Branco, o homem do Mau Humor, do Penalidade Máxima e da Esquerda Festiva.)

Escrito por Inagaki às 23h04
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Versos Infames

Idi Amin Dada morreu,
Roberto Marinho também.
Gregory Hines subiu no telhado,
e Haroldo de Campos desnasceu.
Mas enfim, c'est la vie,
Rest in peace, e amém.

Diria meu amigo Tadeu:
- Antes eles do que eu.

Escrito por Inagaki às 00h33
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