Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



"Você sabe que está ficando velho quando..."

Memória é um bicho esquisito. Assim, do nada, comecei a relembrar os filmes que costumavam passar no SBT, quando ainda era conhecido como TVS, dentro da Sessão Premiada, assim batizada porque o Gugu sorteava prêmios para os telespectadores durante os intervalos. Eram títulos tosquíssimos como Aids, Aconteceu Comigo, Tuff Turf, o Rebelde, A Gang dos Dobermans, A Volta da Gang dos Dobermans e, se não me engano, A Gang dos Dobermans Ataca Novamente. Como ninguém ouvira falar desses títulos, Silvio Santos divulgava-os no Show de Calouros com uma frase que marcou época: "eu ainda não vi esse filme, mas me disseram que é muiiiiiiiito bom".

Uma vez caí na cilada de assistirds Are So Ugly" - Lola Jean Dillon & L.E. White

TOP 10 MELHORES TÍTULOS DE MÚSICAS COUNTRY (QUE SELECIONEI DAQUI):

- "I Want a Beer as Cold as My Ex-Wife's Heart"
- "She's So Ugly She Makes My Cat Bark"
- "I Caught Her Drinking Johnny Walker with Tom, Dick and Harry"
- "If God Sees Everything, I'm in a Lot of Trouble When I Die"
- "Kleenex is My Best Friend"
- "Get Your Tongue Outta My Mouth, Cause I'm Kissing You Goodbye"
- "If The Phone Don't Ring, You'll Know It's Me"
- "I Haven't Gone to Bed With Any Ugly Women, But I've Sure Woke Up with a Few"
- "My Wife Ran Off With My Best Friend, And I Sure Do Miss Him"
- "I'll Marry You Tomorrow But Let's Honeymoon Tonight"

Escrito por Inagaki às 08h40
[ ] [ envie esta mensagem ]



Se o Pica-Pau tivesse avisado a polícia, nada disso teria acontecido

Direeeeeeeto do túnel do tempo...Ao ler os comentários do post anterior, um fato que me chamou a atenção foi a quantidade de citações ao Pica-Pau, desenho que serviu de babá eletrônica pra muito pivete nos anos 80. Sim, eu também já passei muitas tardes assistindo às aventuras deste personagem criado por Walter Lantz. Reza a lenda que a inspiração de Lantz foi um pica-pau importuno que atacou a cabana à beira de um lago na qual ele passava a lua-de-mel junto com a esposa. Surgido em 1940, o Pica-Pau desde cedo fez sucesso, tendo como marca registrada sua risada esganiçada criada pelo mesmo Mel Blanc que deu voz a outros personagens clássicos do desenho animado, como Pernalonga, Patolino e Barney Rubble (Blanc também criou o "beep beep" do Papa Léguas).

Pra quem não sabe, existe um blog exclusivamente dedicado à criação de Walter Lantz: Episódios do Pica-Pau. O meu predileto é o mesmo da Carol: aquele em que o Pica-Pau queria descer as cataratas do Niágara num barril (by the way, o título original desse episódio é Niagara Fools), mas era sempre impedido pelo segurança. A melhor parte, é claro, é a hora em que o guarda despencava lá das cataratas enquanto os turistas gritavam: AÊÊEÊÊ!!! Outro digno de nota: aquele em que uma bruxa testava um monte de vassouras pra ver se elas voavam, dizendo a toda hora: - E lá vamos nós! E lá vamos nós! E, bóbvio, preciso citar o episódio citado no título deste post, também recordado pelo Rafael Rosenhayme: "iates... mulheres... dinheiro... mulheres...".

Escrito por Inagaki às 20h14
[ ] [ envie esta mensagem ]



Se o Pica-Pau tivesse avisado a polícia, nada disso teria acontecido

Direeeeeeeto do túnel do tempo...Ao ler os comentários do post anterior, um fato que me chamou a atenção foi a quantidade de citações ao Pica-Pau, desenho que serviu de babá eletrônica pra muito pivete nos anos 80. Sim, eu também já passei muitas tardes assistindo às aventuras deste personagem criado por Walter Lantz. Reza a lenda que a inspiração de Lantz foi um pica-pau importuno que atacou a cabana à beira de um lago na qual ele passava a lua-de-mel junto com a esposa. Surgido em 1940, o Pica-Pau desde cedo fez sucesso, tendo como marca registrada sua risada esganiçada criada pelo mesmo Mel Blanc que deu voz a outros personagens clássic a uma dessas bodegas cinematográficas, atraído por uma chamada no mínimo sugestiva. Aparecia o rosto de uma atriz (a mãe do Michael J. Fox naquela série que passava na Sessão Comédia da Globo, Caras e Caretas) em close up. Um locutor em off, com a voz empostada, dizia:

- Qual será o segredo de Kate? Como você reagiria ao segredo de Kate? Ninguém imagina o segredo de Kate...

E era isso. Nada sobre a trama, o elenco, o diretor. O comercial durava uns dez segundos, e terminava com uma legenda em letras garrafais ocupando toda a tela:

O SEGREDO DE KATE

Vi essa chamada ser repetida pelo menos umas dez vezes, enquanto eu assistia o Roletrando (não me condenem, eu sempre gostei de brincar de forca). Bem, dizem que a curiosidade matou o gato; antes fosse só o felino. Ao contrário do Silvio, fui ver o tal filme: uma bosta, como era de se esperar.

Toda vez que me lembro dessa história, me vem à cabeça uma velha esquete dos Trapalhões. Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgina Mufumbo (memória é um imenso baú de inutilidades) ficava atrás de um muro gritando:

- Vinte e sete! Vinte e sete! Vinte e sete!

Aí aparecia um passante (não me lembro se era o Dedé, o Sargento Pincel, o Ted Boy Marino ou aquele alemão que morreu há pouco tempo) que, instigado pelos berros, erguia-se na ponta dos pés para ver o que acontecia do outro lado do muro. O incauto levava uma tremenda tortada na cara, só para escutar em seguida:

- Vinte e oito! Vinte e oito! Vinte e oito!

Em tempo: duvido que algum leitor deste blog com mais de 20 anos não se recorde da dublagem que os Trapalhões fizeram da Maria Bethânia cantando "Teresinha". Mais clássica que essa cena, só mesmo Édipo Rei e a Missa em Si Menor do Bach.

Escrito por Inagaki às 21h12
[ ] [ envie esta mensagem ]



Ele rouba mas faz.Daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Pôxa, não tenho mais ninguém, você simplesmente merece alguém melhor do que eu. O cachorro comeu a minha redação. Vou me casar virgem. O único motivo para fazermos essa guerra é porque Saddam esconde armas químicas. Vocês podem quebrar meu sigilo bancário, não tenho nada contra essa CPI. Puxa, você não parece ter a idade que tem! A culpa é das forças ocultas. Esse vestidinho de oncinha ficou o máximo! O importante é a beleza interior. Esta é a solução definitiva para todos os seus problemas financeiros! Doutor, não vi nada e não sei de nada. Cuidado com o vírus Bad Times. Hoje não meu bem, estou com dor de cabeça. Sogrinha, uma delícia o seu pudim de jiló! Brasil é o país do futuro. O Bussunda morreu. Esta é o público mais maravilhoso que já tivemos em toda a nossa carreira! Foi a cegonha que te trouxe. Chefe, infelizmente vou ter que faltar hoje, minha tia morreu. Pode ficar tranqüilo, que na semana que vem vou depositar seu dinheiro. Encaminhe este e-mail para todo mundo que você conhece, e ganhe uma viagem para a Disney. Se você não limpar seu prato o Homem do Saco vai te pegar. Ninguém teve culpa, foi o destino que quis assim. Vou começar a dieta na segunda. Querida, não é nada disso que você está pensando! Se você não se comportar, não vai ganhar presente do Papai Noel. Prometo que só vou pôr a cabecinha. Eu nunca minto.

Perguntinha inocente: por que só um dia da mentira?

Escrito por Inagaki às 23h24
[ ] [ envie esta mensagem ]



Meninos Eu Li

Depois que Acabou - Daniela Abade - Editora Gênese

Algumas pessoas escrevem para expiar suas loucuras interiores. Outras encontram nas letras uma maneira de recriarem o mundo ao seu bel prazer, brincando de Deus. Há ainda aquelas que vislumbram na literatura uma pequena trapaça à morte, como que intuindo que suas obras sejam capazes de transcender a presença física de seus autores. Ouça o Noturno de Chopin, leia o Macbeth de Shakespeare, admire a Guernica de Picasso, e ouse dizer que seus criadores se foram para sempre. Mas, o que dizer de alguém que já está morto?

À semelhança de Brás Cubas, Depois que Acabou é obra de um defunto autor. Ou, no caso, de uma autora, que encontra sua morte por obra de um óculos de sol vagabundo e um caminhão de algumas toneladas. No entanto, ao contrário do que nos ensinam os livros espiritualistas ou filmes de Hollywood, Carla de Souza Almeida não foi para o céu ou o inferno, não viu nenhum túnel de luz nem fantasmas que a guiassem para outra dimensão. Muito pelo contrário, permanece presa à Terra, amargando a mais inconsolável das solidões e cercada por pessoas incapazes de ouvir, sentir ou sequer intuir sua presença. Sem uma única voz capaz de explicar seu post mortem, Carla relata sua história, munida com sua surpreendente capacidade de rir de si mesma e um afiado senso de observação do mundo, em busca da resposta sugerida nos versos de Jorge Luis Borges: "Chego ao meu centro,/ A minha álgebra e minha chave,/ A meu espelho./ Breve saberei quem sou".

Poderia ser uma história para aterrorizar crianças, um episódio de Além da Imaginação, um sonho louco que esquecemos à luz da manhã, mas é muito mais do que isso. Depois que Acabou, o romance de estréia de Daniela Abade, é uma obra que retine na cabeça de cada leitor muito depois do término de sua leitura. É livro que surpreende a cada linha, cada parágrafo, cada capítulo, graças à destreza com que a autora inicia sua promissora carreira literária guiando seus leitores a uma espiral crescente de situações hipotéticas ma non troppo, que atordoam, ferem, incomodam, satirizam, iluminam nosso cotidiano.

Depois que Acabou é leitura das mais sedutoras, daquelas que a gente só larga depois do ponto final e devora com gosto de "quero mais", mas também é uma metáfora contundente sobre a condição humana. É convite à reflexão, mas sem a sisudez dos tratados de filosofia. É um romance que integra, enfim, a estirpe daquelas obras que deixam o leitor em suspenso e incapaz de explicar suas sensações, mas que são recomendadas entusiasticamente aos amigos com interjeições desajeitadas: leia, leia, leia!

Poderia ser uma bala perdida, uma metástase tardiamente diagnosticada, um pedaço de ônibus espacial que lhe caísse à cabeça, um escorregão fortuito no chão molhado do banheiro, uma noite de sono sem bocejos pela manhã. Poderia ser com qualquer um, mas aconteceu com Carla de Souza Almeida. E, bem, quem sabe o que há do outro lado (um bom escritor é capaz de delinear realidades inventadas que, por mais fantásticas que possam parecer, são totalmente críveis)? Poderá acontecer com você também.

Clique aqui para saber mais sobre o livro.


Escrito por Inagaki às 21h12
[ ] [ envie esta mensagem ]



Pulando o tubarão

Foi bom enquanto durou..."Jump the shark" é uma expressão criada para denominar o começo do fim de uma série de TV. É o momento em que o telespectador percebe que ela atingiu seu pico, e, ao mesmo tempo, o início de sua decadência. É o instante em que um programa chega a um momento irreversível de sua existência. Exemplos? O beijo de David e Maddie em A Gata e o Rato. Kevin Arnold chegando à puberdade em Anos Incríveis. Boy George fazendo uma participação especial em Esquadrão Classe A. A revelação de quem matou Laura Palmer. Ross e Rachel se atracando em Friends. A primeira aparição da "Turma do Bacana" em Armação Ilimitada. A entrada de Pedro Paulo Rangel no elenco da TV Pirata.

O termo surgiu em uma conversa entre dois colegas de faculdade, Sean Connolly e Jon Hein, criadores do site Jump the Shark, e origina-se de uma cena do clássico seriado Happy Days (citado pela banda Weezer no videoclipe da música "Buddy Holly"). Segundo análise dos dois amigos, Happy Days começou a decair a partir de um episódio no qual o personagem Fonzie aparece pulando em cima de alguns tubarões em um salto de esqui aquático. A cena foi tão ridícula que marcou, fulminantemente, o início do processo de derrocada do seriado.

O site, de visita obrigatória a qualquer internauta interessado em cultura pop, possui um espaço aberto para a partipação dos telespectadores, que votam nos momentos em que suas séries prediletas começaram a subir no telhado, classificados por categorias como "Mesmo Personagem, Ator Diferente" (exemplo clássico: a mudança do ator que interpretava o marido da Feiticeira), "Novo Garoto na Cidade" (como Scooby-Loo, o sobrinho pentelho do Scooby-Doo) ou "Nascimento" (vide Mabel em Mad About You, ou Pedrita e Bam-Bam em Os Flinstones).

* * *

Lembrei dessa expressão após assistir, semana passada, ao último episódio de Arquivo X, um seriado que não acompanhava há tempos. Para ser mais exato, desde 1998, quando considero que ele "pulou o tubarão".

O começo do fim...Quando Arquivo X surgiu, em 1993, o seriado causou sensação imediata. Seus roteiros abordavam temas que tangenciavam o ridículo: alienígenas, conspirações governamentais, monstros folclóricos. Contudo, trabalhavam tais assuntos com inteligência e criatividade. Insinuavam respostas sem mastigar explicações redutoras, incitavam a imaginação dos espectadores e, principalmente, traduziam de forma criativa o zeitgeist de uma época pós-utópica, marcada pela descrença generalizada nas instituições, e pela busca, no final do século, de respostas místicas a mistérios que as religiões já não nos respondiam satisfatoriamente. De quebra, os X-Files trouxeram um inovador casal de protagonistas: Fox Mulder e Dana Scully. Dois agentes do FBI que, ao decorrer dos anos, consolidaram um relacionamento baseado na extrema confiança que nutriam um pelo outro. Uma relação mantida à base da estrita amizade e nada mais do que isso, provando aos telespectadores que nem toda relação homem/mulher necessitava culminar em sexo.

Infelizmente, os produtores do seriado não souberam a hora de parar. A galinha dos ovos de ouro foi artificialmente mantida viva até que expelisse seu último e melancólico traque dourado. Nove anos depois, com os índices de audiência arrefecendo à medida que as virtudes iniciais descambavam para o patético, a série finalmente chegou ao seu fim. De quebra, amarguei ver, no último episódio, um beijo apaixonado entre Mulder e Scully: a prova inconteste de que o mais interessante dos relacionamentos platônicos soçobrou à sanha dos clichês televisivos. Foi uma piscadela cúmplice ao grande público, mas também um golpe dispensável aos antigos fãs da série, que admiravam ver como os roteiristas de Arquivo X driblavam as convenções clássicas dos casais televisivos.

Depois de assistir ao capítulo final, assimilei definitivamente a lição: não confie em ninguém, muito menos em produtores de Hollywood.

Mas, muito antes do beijo apaixonado entre Mulder e Scully, Arquivo X já havia "pulado o tubarão". O começo do fim veio com a produção de um ridículo filme para o cinema, em 1998, no intervalo entre a quinta e a sexta temporada. Com o longa-metragem, vieram revelações bombásticas e respostas nada convincentes aos mistérios propostos pelos roteiristas. Daí pra frente, o processo de decadência foi inevitável: é o mal de se banalizar os enigmas. Citando as sábias palavras de Federico Garcia Lorca: "só o mistério nos faz viver".

* * *

A expressão é um achado tão bom que pode ser facilmente transplantada para outras áreas além dos limites televisivos. Cinema, por exemplo: A Lista de Schindler, o filme de Spielberg, resvala na categoria de obra-prima até a cena em que Oskar Schindler, ao se despedir dos judeus de sua fábrica, começa a chorar copiosamente dizendo: "mas se eu tivesse vendido este anel, teria salvo mais cinco judeus", e blá blá blá. A partir desta seqüência desnecessariamente explicativa, você já sabe: o filme pulou o tubarão.

Esportes: Ronaldinho pulou um baita dum tubarão na fatífica final da Copa da França de 1998. Mas, caso raro, conseguiu nadar contra a corrente e dar a volta por cima com a ajuda valiosa da Família Felipão neste ano.

Música: para mim, o Pink Floyd pulou o tubarão quando Syd Barrett não voltou de sua viagem de L.S.D., embora a maioria dos fãs pense que o tubarão só foi transposto com a saída de Roger Waters da banda. Quanto aos Beatles, quantos hão de discordar que o encontro de John Lennon com Yoko Ono foi o esqui aquático dos Fab Four? E Caetano Veloso? Há quem diga que o baiano já nasceu montado na garupa do bichinho: ô povo maldoso...

Vida pessoal. Você descobre que seu relacionamento pulou o tubarão a partir do momento em que sua parceira o chama para conversar, dizendo aquela tenebrosa frase:

- Precisamos discutir nossa relação.

Não se esqueça de levar bóias e colete salva-vidas.

(originalmente publicado no Spam Zine edição 077)

Escrito por Inagaki às 18h40
[ ] [ envie esta mensagem ]

 
Meu perfil





BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Arte e cultura, Cortázar, Carl Barks, Beatles, Hitchcock
ICQ - 16223430



Meu humor



Histórico
25/01/2004 a 31/01/2004
18/01/2004 a 24/01/2004
11/01/2004 a 17/01/2004
04/01/2004 a 10/01/2004
28/12/2003 a 03/01/2004
21/12/2003 a 27/12/2003
14/12/2003 a 20/12/2003
07/12/2003 a 13/12/2003
30/11/2003 a 06/12/2003
23/11/2003 a 29/11/2003
16/11/2003 a 22/11/2003
09/11/2003 a 15/11/2003
02/11/2003 a 08/11/2003
26/10/2003 a 01/11/2003
19/10/2003 a 25/10/2003
12/10/2003 a 18/10/2003
05/10/2003 a 11/10/2003
28/09/2003 a 04/10/2003
21/09/2003 a 27/09/2003
14/09/2003 a 20/09/2003
07/09/2003 a 13/09/2003
31/08/2003 a 06/09/2003
24/08/2003 a 30/08/2003
17/08/2003 a 23/08/2003
10/08/2003 a 16/08/2003
03/08/2003 a 09/08/2003
27/07/2003 a 02/08/2003
20/07/2003 a 26/07/2003
13/07/2003 a 19/07/2003
06/07/2003 a 12/07/2003
29/06/2003 a 05/07/2003
22/06/2003 a 28/06/2003
15/06/2003 a 21/06/2003
08/06/2003 a 14/06/2003
01/06/2003 a 07/06/2003
25/05/2003 a 31/05/2003
18/05/2003 a 24/05/2003
11/05/2003 a 17/05/2003
04/05/2003 a 10/05/2003
27/04/2003 a 03/05/2003
20/04/2003 a 26/04/2003
13/04/2003 a 19/04/2003
06/04/2003 a 12/04/2003
30/03/2003 a 05/04/2003
23/03/2003 a 29/03/2003
16/03/2003 a 22/03/2003
09/03/2003 a 15/03/2003
02/03/2003 a 08/03/2003
23/02/2003 a 01/03/2003
16/02/2003 a 22/02/2003
09/02/2003 a 15/02/2003
02/02/2003 a 08/02/2003
26/01/2003 a 01/02/2003
19/01/2003 a 25/01/2003
12/01/2003 a 18/01/2003
05/01/2003 a 11/01/2003
29/12/2002 a 04/01/2003
22/12/2002 a 28/12/2002
15/12/2002 a 21/12/2002
08/12/2002 a 14/12/2002
01/12/2002 a 07/12/2002
24/11/2002 a 30/11/2002
17/11/2002 a 23/11/2002
10/11/2002 a 16/11/2002
03/11/2002 a 09/11/2002
27/10/2002 a 02/11/2002
20/10/2002 a 26/10/2002
13/10/2002 a 19/10/2002
06/10/2002 a 12/10/2002
29/09/2002 a 05/10/2002
22/09/2002 a 28/09/2002
15/09/2002 a 21/09/2002
08/09/2002 a 14/09/2002
01/09/2002 a 07/09/2002
25/08/2002 a 31/08/2002
18/08/2002 a 24/08/2002




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Pensar Enlouquece, Pense Nisto (versão original com legendas)
 tudo vai ser DiFeReNtE


Vote Pensar Enlouquece no iBest e faça um Inagaki mais feliz!

Pensar Enlouquece é Top 10 do iBest Blog 2004. Para o alto e avante: clique aqui e me ajude a chegar ao Top 3!