Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Uma pergunta da série "Coisas que Nunca Entendi": por que alguns casais de namorados apelidam o outro de "meu chuchuzinho"? Não sei quanto a vocês, mas eu considero chuchu um dos alimentos mais insípidos da face da Terra. Músicas de Kenny G, Orlando Morais, Jorge Vercilo e Mariah Carey são verdadeiras odes ao chuchu. Em jogos como Olaria e XV de Piracicaba, vendedores ambulantes oferecem picolés de chuchu no estádio. Um Amaury Júnior entrevistando Angélica e Maurício Mattar combina perfeitamente com suflê de chuchu no almoço. Ler um balanço patrimonial redigido em sânscrito, passar uma noite preso no elevador com João Kléber, assistir à filmografia completa de Jennifer Lopez, ter o dente do siso arrancado, happening com estudantes de teatro declamando poemas de Wally Salomão e JG de Araújo Jorge: chuchu, chuchu, chuchu, chuchu e... ah, sim! Chuchu.

Escrito por Inagaki às 10h19
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A caneta, seu rastro de tinta
como a teia de uma aranha.

A caneta, tenso equilíbrio
entre os dedos e o ar,
bailarina na ponta do pé.

A caneta, prostituta pura,
servil, promíscua;
passada de mão em mão
até seu destino-lixo.

A caneta e a tampa;
paixão limitada,
eterna enquanto dure.

A caneta sem carga,
sangue-luz no papel;
caneta plena caneta.

A caneta me escreve.

A caneta e o escritor;
a borracha, ato de amor.

Escrito por Inagaki às 23h12
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Grandes Livros Doentes


No livro de entrevistas de François Truffaut com Alfred Hitchcock publicado pela sumida editora Brasiliense, encontrei o interessante conceito de "grandes filmes doentes". Que, segundo a explicação truffautiana, serve para qualificar empreendimentos ambiciosos que sofreram erros de percurso, e não chegaram ao quilate de obras-primas incontestes devido a problemas vários: escolha equívocada do castiira, adora gatos - razão da ilustração deste post. Boa sorte, maninha. Já sinto sua falta!

Escrito por Inagaki às 23h52
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Mais uma ótima sacada do Mundo Perfeito, agora no portal Terra.

Não carece de explicação.

Escrito por Inagaki às 20h45
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Ame o Poema


Eu gosto de escrever. Mais do que isso, gosto de brincar com palavras e jogos que as envolvam. Sou fascinado, por exemplo, por palíndromos. Um palíndromo, para quem ainda não sabe, é aquela frase ou palavra que, lida da esquerda para a direita, ou da direita para a esquerda, mantém o mesmo sentido. Por exemplo, "radar" ou "luz azul". Dizem que a frase palindrômica mais longa da língua portuguesa é a clássica "socorram-me, subi no ônibus em Marrocos". No entanto recebi por e-mail, outro dia, uma maior ainda:

- Luza Rocelina, a namorada do Manuel, leu na Moda da Romana: "Anil é cor azul".

O autor é desconhecido. Provavelmente é alguém que sofre de insônia, como eu. Ou o Chico Buarque, que num desses momentos ociosos em que a mente vaga distraída e/ou desastrada, criou a seguinte pérola:

- Até Reagan sibarita tira bisnaga ereta.

Outros pródigos em brincar com as palavras foram os escritores do movimento literário OuLiPo (sobre o qual pretendo escrever mais aqui), como Italo Calvino (devidamente citado no post abaixo), Raymond Queneau e o francês Georges Perec. Uma das maiores façanhas literárias de Perec foi escrever Le grand palindrome, conto com nada menos do que 1.273 palavras que, lidas da esquerda para a direita ou vice-versa, são incrivelmente iguais. Esse texto, aposto que nem os irmãos Campos conseguiriam traduzir...

Peter Norvig, um dos diretores do Google, afirma ter criado o maior palíndromo de toda a história, com 15.139 palavras e 63.647 letras. É um feito e tanto. Contudo, ressalvem-se os fatos de que Norvig fez um software especialmente para a criação do palíndromo; e de que o mesmo é composto por uma série de palavras justapostas, ao contrário de Georges Perec, que escreveu um texto com sentido completo.

No Brasil, o engenheiro Pedro Ancona Lopez Mindlin criou uma interessante ferramenta que auxilia incautos insones a criarem os seus próprios palíndromos (exemplo: "o Pedro morde pó"). Vale a pena ainda conhecer um poema do jornalista Cláudio Júlio Tognolli, definido pelo próprio autor como "um palíndromo-poesia que caminha como o Brasil: de trás para frente".

Uma última dica especialmente dedicada a leitores com nomes como Anna, Oto e Mussum: o advogado Rômulo Marinho publicou um livro com 203 palíndromos intitulado Tucano na CUT. É leitura para ser devorada do começo ao fim. Ou do fim ao começo, como preferirem. :)

Escrito por Inagaki às 02h39
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Ame o Poema, defasagem grande demais entre a intenção e a execução da obra, filmagens envenenadas pelo ódio ou cegadas pelo amor.

Italo Calvino (1923-1985) Transpondo este conceito para as letras, sempre penso em Ítalo Calvino como o exemplo perfeito de "grande literatura doente". Li duas obras do Calvino, "As Cidades Invisíveis" e "Se um Viajante Numa Noite de Inverno...", e ambas me propiciaram a mesmo sensação: são livros indubitavelmente brilhantes, mas que não atingiram o status de obras-primas por fatores diversos. Exemplos: um desvio no percurso original, a discrepância entre a ambição artística e a realização em si, um começo simplesmente perfeito com um desfecho aquém do potencial, a fome desmedida pelo "make it new" poundiano ou o espectro joyceano prejudicando a fluência natural de uma narrativa.

Em tempo: admiro intensamente os escritores modernos (como Eliot, Woolf, Pirandello, Kafka, Borges, Lorca e Cortázar), mas ao mesmo tempo lamento que o furacão por eles catalisado tenha restringido a produção de narrativas menos "desconstrutivistas" e "intertextuais", à feição de grandes contadores de histórias como Jack London, Stephen Crane e Robert Louis Stevenson.

E assim, fica o gosto da "vida que poderia ter sido mas não o foi". Ah, se o restante de "Se um Viajante Numa Noite de Inverno..." fosse tão brilhante quanto este trecho inicial... O livro de Calvino, por melhor que seja (e eu recomendo fortemente a leitura desta obra), me dá a nítida impressão de ser como aqueles longas-metragens que, se tivessem sido filmados como curtas, seriam irretocáveis. Mas, alongados, assemelham-se a piadas que perdem força e graça quando esticadas demais.

"Já na vitrine da livraria, identificou a capa com o título que procurava. Seguindo esta pista visual, você abriu caminho na loja, através da densa barreira dos Livros Que Você Não Leu que, das mesas e prateleiras, olham-no de esguelha tentando intimidá-lo. Mas você sabe que não deve deixar-se impressionar, pois estão distribuídos por hectares e mais hectares os Livros Cuja Leitura É Dispensável, os Livros Para Outros Usos Que Não a Leitura, os Livros Já Lidos Sem Que Seja Necessário Abri-los, pertencentes que são à categoria dos Livros Já Lidos Antes Mesmo De Terem Sido Escritos. Assim, após você ter superado a primeira linha de defesas, eis que cai sobre sua pessoa a infantaria dos Livros Que, Se Você Tivesse Mais Vidas Para Viver, Certamente Leria de Boa Vontade, Mas Infelizmente Os Dias Que Lhe Restam Para Viver Não São Tantos Assim. Com movimentos rápidos, você os deixa para trás e atravessa as falanges dos Livros Que Tem A Intenção De Ler Mas Antes Deve Ler Outros, dos Livros Demasiado Caros Que Podem Esperar Para Ser Comprados Quando Forem Revendidos Pela Metade do Preço, dos Livros Idem Que Poderia Pedir Emprestados A Alguém, dos Livros Que Todo Mundo Leu E É Como Se Você Também Os Tivesse Lido. Esquivando-se de tais assaltos, você alcança as torres do fortim, onde ainda resistem os Livros Que Há Tempos Você Pretende Ler, os Livros Que Procurou Durante Vários Anos Sem Ter Encontrado, os Livros Que Dizem Respeito A Algo Que O Ocupa Neste Momento, os Livros Que Deseja Adquirir Para Ter Por Perto Em Qualquer Circunstância, os Livros Que Gostaria De Separar Para Ler Neste Verão, os Livros Que Lhe Faltam Para Colocar Ao Lado De Outros Em Sua Estante, os Livros Que De Repente Lhe Inspiram Uma Curiosidade Frenética E Não Claramente Justificada.

Bom, foi enfim possível reduzir o número ilimitado de forças em campo a um conjunto certamente muito grande, conquanto calculável num número finito, embora esse alívio relativo seja solapado pelas emboscadas dos Livros Que Você Leu Há Muito Tempo E Que Já Seria Hora De Reler e dos Livros Que Sempre Fingiu Ter Lido E Que Já Seria Hora De Decidir-se A Lê-los Realmente.

Você se livra com rápidos ziguezagues e, de um salto, penetra na cidadela das Novidades Em Que o Autor Ou O Tema São Atraentes. Uma vez no interior dessa fortaleza, pode abrir brechas entre as fileiras de defensores e dividi-los em Novidades De Autores Ou Temas Já Conhecidos (por você ou por todos) e Novidades de Autores Ou Temas Completamente Desconhecidos (ao menos por você) e definir a atração que eles exercem sobre você segundo suas necessidades e desejos de novidade e não-novidade (da novidade que você busca no não-novo e do não-novo que você busca na novidade).

Tudo isso para dizer que, após ter percorrido rapidamente com o olhar os títulos dos volumes expostos na livraria, você se dirigiu a uma pilha de exemplares recém-impressos de 'Se Um Viajante Numa Noite De Inverno', pegou um e o levou ao caixa para ver reconhecido o seu direito de possuí-lo".


Escrito por Inagaki às 02h19
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Love is... whispering something tender while in the library.O amor é lindo, burro, débil mental, lobotomizante e brega. Quem já colecionou aquelas figurinhas da série "Amar é..." sabe bem como funcionam os mecanismos da paixão. A criadora desse singelo casal de peladinhos foi a neozelandesa Kimberly Grove Casali, que, em meados dos anos 60, morava como imigrante ilegal na Califórnia ao lado do italiano Roberto. Embevecida de amor, Kimberly espalhava desenhos por todas as coisas dele, acompanhados por textos proibitivos para qualquer diabético. Anos depois, quando se casaram, Roberto revelou à esposa que havia guardado todas aquelas ilustrações.

Em 1971, Kimberly resolveu oferecer aqueles desenhos ao jornal Los Angeles Times, que, vislumbrando o potencial de mercado daquelas ilustrações, adquiriu seus direitos de distribuição, passando a publicá-las diariamente. Resultado: sucesso total. Milhares de leitores aparvalhados de paixão identificaram-se imediatamente com a criação de Kim.

Amar é... um sol radioso num dia de tempestade."Amar é..." em pouco tempo tornou-se uma franquia espalhada pelo mundo todo. Em 1976 Ro&IDCategoria=112&NomeSite=Pensar+Enlouquece&Selo=1" target="_blank">iBest Blog e pela publicação do banner acima (se esqueci de alguém, por favor, me dêem um toque no espaço dos comentários).

UPDATE: mais agradecimentos, desta vez a Amadeu Bocatios (o primeiro a fazer campanha para mim), Alan Smithee (excelente pseudônimo), Luciana Dantas Teixeira (a moça do COMverSOS), Joanninha, Renata Cardoso, Roger Morais, Victor Grinbaum e, é claro, Ian Black, o criador do banner.

Escrito por Inagaki às 00h22
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Estados Unidos e Inglaterra já enviaram mais de 150 mil (!!!) militares para o Golfo Pérsico. Tais números tornam quase inevitável a deflagração de uma guerra contra o Iraque, apesar das manifestações contrárias (em Londres, cerca de 2 milhões de pessoas foram às ruas participar de um protesto no Hyde Park).

Rafael Gomez, em reportagem para a BBC Brasil, além de descrever bem como foi o evento, teve o cuidado de ouvir o depoimento de um iraquiano que, apesar de ser favorável à saída de Saddam Hussein, critica veementemente a postura norte-americana. Vale a pena transcrever as palavras do entrevistado:

"Não queremos mais a influência americana. Em 1991, na Guerra do Golfo, eles deixaram Saddam Hussein no poder. Por quê? Porque era do interesse deles. O povo iraquiano deve escolher seus próprios líderes. Não pode ser como no Afeganistão - quem havia ouvido falar de Hamid Karzai antes dele ser colocado no poder no Afeganistão? Ele foi colocado lá pelos Estados Unidos. Nós precisamos de democracia, não de colonização ou hipocrisia. Os iraquianos precisam se rebelar, sozinhos, lutar pela democracia. O melhor que os americanos podem fazer é não se meterem. Principalmente por meio de uma guerra".

Escrito por Inagaki às 23h13
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Estados Unidos e Inglaterra já enviaram mais de 150 mil (!!!) militares para o Golfo Pérsico. Tais números tornam quase inevitável a deflagração de uma guerra contra o Iraque, apesar das manifestações contrárias (em Londres, cerca de 2 milhões de pessoas foram às ruas participar de um protesto no Hyde Park).

Rafael Gomez, em reportagem para a BBC Brasil, além de descrever bem como foi o evento, teve o cuidado de ouvir o depoimento de um iraquiano que, apesar de ser favorável à saída de Saddam Hussein, critica veementemente a postura norte-americana. Vale a pena transcrever as palavras do entrevistado:

"Não queremos mberto, o muso inspirador da série, morreu de câncer. Mas a vida prosseguiu, e a série também. Em busca de novos caminhos para sua criação, Kimberly chegou a fazer desenhos com legendas do tipo "love is... an alligator with wings, but with sharper teeth than a regular alligator would have". No entanto, tais esquisitices não chegaram a abalar o sucesso dos personagens. Kimberly faleceu em 1997, 21 anos após a morte do marido. Atualmente as ilustrações são feitas pelo filho do casal, Stefano Casali, e continuam sendo publicadas diariamente em mais de 100 jornais espalhados pelo mundo.

No Brasil, a série "Amar é..." foi o primeiro álbum no país a ser lançado com figurinhas autocolantes, em 1979. De tempos em tempos, o álbum é relançado, sempre com grande sucesso. Afinal de contas, o Amor (oh!) nunca sai de moda...

(Observação: o post acima deveria ter sido publicado em 14 de fevereiro, o Valentine's Day. Devido a problemas técnicos com o Blogger Brasil, só consegui publicá-lo hoje.)

Escrito por Inagaki às 22h19
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Uma ilustração da série "Coisas que Odeio com Todas as Minhas Forças".

Escrito por Inagaki às 21h35
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