Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Conversa de Bar


Alexandre Inagaki: Ainda bem que depois que cresci deixei de alimentar meu coração com a pobre dieta das paixões platônicas, que só têm graça para filósofos gregos e adolescentes cheios de espinhas e dúvidas existenciais.

Renata Parpolov: Que nada Inagaki, amor platônico é muito legal! Tem amor que sem dúvida é pra ser vivido, sentido, com todas as suas bocas, beijos e fluidos. Mas tem amor que você sabe que não é pra você, mas mesmo assim insiste em sentir. Amores que você só fica pensando na pessoa, imaginando como será que ela beijaria, ou faria sexo. E, claro, você imagina que a pessoa é perfeita, absurdamente perfeita em tudo, e que saberá te agradar da maneira mais detalhista que você jamais imaginou.

AI: Ms. Parpolov, eu entendo o seu ponto de vista. E faço aqui um mea culpa: talvez seja eu quem esteja por demais mergulhado no mundo dos sentidos, plenamente convicto de que vale mais uma trepada homérica do que zilhões de amores platônicos.

Ian Black: Não podemos esquecer o fato de que a masturbação é uma continuidade do amor platônico. São momentos em que o objeto do desejo é totalmente seu e você faz o que quiser, quando, onde e como você bem entender. Seja ela uma personalidade hollywoodiana ou uma pessoa estranha que passou do outro lado da rua.

RP: Platão tava certo sim. Quando você realiza o tal sonho platônico, descobre a imperfeição. Porque aí, tudo vira realidade: o beijo não é lá essas coisas, o fulano ou fulana faz um sexo meio medíocre mesmo, e, apesar daquele rosto perfeito, o tal indivíduo ou indivídua fala muita, mas muita besteira mais broxante do que um pum debaixo do cobertor. E você levanta, põe a roupa e vai embora pensando: "nossa, como era mais legal quando tava só na minha cabeça...".

AI: Sonhos sonhos são. Sei lá Renata, sou um cara que, em termos de amor, procura não idealizar muito as coisas. Porque apaixonar-se é desencadear um processo de criação de expectativas, que nem sempre se cumprem na realidade. Sim, eu compreendo a defesa que você faz do amor platônico. E sei, muito bem, o quanto é gostoso a gente de repente se perceber capturado pela arapuca da paixão, pensar NAQUELA pessoa e sentir o coração criando asas, dando cambalhotas, enxergando estrelas onde não há. Mas, putz, tem coisa melhor do que transportar esse mundo onírico pro nosso plano terrestre? Não sei, acho que sonhos são uma maneira de felicidade ilusória e transitória.

RP: Qual felicidade não é transitória babe!!!?? Às vezes sonhar pode ser melhor do que a realidade, às vezes não. Tem vezes que você descobre, tipo, sonhar era bom, aí você vai, faz e vê que é melhor fazer do que sonhar. Tem vezes que não, que você vê que teria sido melhor ter ficado sonhando. Mas tem vezes que você não descobre. Ué!! heheheh... Tem um amigo meu que diz que tudo pode ser.

IB: Um amor platônico envolve muito o MEDO de descobrir as imperfeições. Ou pior, o medo de nem haver a possibilidade de descobrirmos tais imperfeições. O problema é que sonhamos e sonhamos demais. O amor platônico acaba te incapacitando de criar elos possíveis de relacionamento. Mulder e Scully praticamente não têm relacionamentos por culpa do amor platônico vivido por eles. Neste caso, até NÓS podemos entrar na roda e ficar imaginando como poderia ser legal se os dois pudessem namorar, dividirem uma casa até. Mas no fundo ninguém gostaria disso, pois temos a consciência de que a graça está naquela tensão vivida pelos dois.

RP: Amor platônico na verdade é um jeito de sentir amor por si mesmo. Pelo que você seria, pra te agradar, se fosse a tal pessoa. Descobrir mais ou menos o que você quer pra você, e o tal "amado platônico" não passa de cavalo do santo. Claro que não pode ser algo do tipo "preciso conquistar fulano de qualquer jeito", porque aí vira um treco meio doentio e sem muita esperança de dar certo de nenhuma forma. Lembre-se: é tipo aquelas paixões do primário, que a gente não pode contar de jeito nenhum. Só que desta vez é diferente, porque você não quer que role, porque sabe que vai estragar.

AI: Pressuposto básico pra gente ser capaz de dar amor é amar a si mesmo. Mas, mais uma vez, continuo valorizando a experiência prática. Nada como conviver com alguém de quem a gente gosta mesmo pra tentar se tornar uma pessoa melhor: menos egoísta, mais tolerante, mais generoso. Porque amar é fazer pequenas concessões em nome de algo maior. Eu até dou o braço (um pouquinho) a torcer: amores platônicos possuem o seu encanto. Mas, comparados com um amor pra valer, são como ossos pra cachorro. Jogue um pedaço de picanha, e veja se o cão vai pegar o osso ou a carne...

RP: CALMA LÁ!!! Amor platônico não é lifestyle, é só uma certa massagem terapêutica na alma. Temos que amar SIM, temos que encontrar nossa cara-metade SIM, temos que ser bem resolvidos com nossos sentimentos e sexualidade SIM. "Amor platônico é um jeito de voar, porque alivia os pés cansados de só andarem na terra". (putz, falei bonito agora hein! Essa frase é de um cara chamado Ganymedes José :)).

IB: Ainda insisto no medo como a maior influência do amor platônico. Às vezes superamos este medo e até conseguimos viver um amor de verdade. Mas pode acontecer da gente conviver com alguém que a gente gosta MESMO, e acabar se tornando uma pessoa pior, egoísta, intolerante, gananciosa. Amores platônicos são bons quando percebemos que é praticamente impossível que ele tenha continuidade no mundo de verdade. Amores platônicos são uma merda quando percebemos que há uma possibilidade mínima de dar certo, e preferimos ficar no quentinho das nossas ilusões com medo de nos machucarmos por aquilo que acreditamos.

AI: Bão, o fato é que tenho meus senões pelo amor platônico porque valorizo mais as experiências práticas (continuo não trocando um beijo gostoso na boca por zilhões de oníricos).

RP: Eu também não troco. Mas troco um beijo ruim por meio beijo onírico gostoso. Pode até ser com a mesma pessoa aliás. Atualmente, uns três principes diferentes habitam os meus sonhos. Nada me garante que virarão sapos ao ser beijados, mas, ainda assim, melhor três príncipes na cabeça do que três sapos na mão. Irrrc!!!

IB: Amores "práticos", quando (possíveis e) bem resolvidos, são indiscutivelmente melhores que os platônicos. Poderíamos ter tido esta discussão algumas semanas atrás, não?

(este papo descompromissado em uma mesa de bar online foi publicado originalmente no Spam Zine edição 004)

Escrito por Inagaki às 20h11
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Oscar, o Troféu Imprensa do Cinema Mundial


Fala sério: o que esperar de uma Academia que, em 1976, premiou Rocky, o Lutador como Melhor Filme em detrimento do Taxi Driver de Martin Scorsese? Encaremos os fatos: os velhinhos de Hollywood devem ter engolido suas dentaduras ao ver na tela as aventuras de Zé Pequeno na Cidade de Deus. Os executivos da Miramax, estúdio que distribui City of God no exterior, já haviam alertado para as poucas chances de uma indicação ao Oscar, devido à violência do filme. Dito e feito: reportagem da Folha de S. Paulo de anteontem já alertava para o fato de que boa parte dos espectadores deixara antes do final as sessões especialmente realizadas para votantes da Academia. É Sambaland, ainda não chegou a nossa hora...

Salma Hayek em Frida, cinebiografia de uma das piores pintoras de todos os tempos. Quem se deu bem nas indicações do Oscar deste ano foi o México. Além de ter beliscado uma indicação para Melhor Filme Estrangeiro com o novelão O Crime do Padre Amaro, o país ainda viu sua compatriota Salma Hayek emplacar uma das cinco vagas para o prêmio de Melhor Atriz por Frida, além de uma indicação para Melhor Roteiro Original por E Sua Mãe Também. O México também poderá ser representado, na cerimônia que acontecerá dia 23 de março, pela cantora Lila Downs, que interpreta "Burn It Blue", tema do filme Frida e concorrente ao Oscar de Melhor Canção Original. Lila, a propósito, canta esta música em dueto com... Caetano Veloso. Que deverá ser, pois, o representante solitário do Brasil na cerimônia do Oscar. Em tempo: Lila e Caetano terão a concorrência de U2, Eminem, Paul Simon e John Kander nesta categoria.

Renee Zellweger, incorporando deliciosamente o espírito de Marilyn Monroe em Chicago. Chicago, musical dirigido pelo estreante Rob Marshall, é o filme que disputa o maior número de estatuetas: 13, seguido por Gangues de Nova York, de Martin Scorsese (10 indicações), e As Horas, de Stephen Daldry (9 indicações). Mas a disputa não tem um favorito destacado, ao contrário das barbadas de anos como 1997 (Titanic) e 1999 (Beleza Americana). Além dos três longas supracitados, a categoria de Melhor Filme será disputada por O Pianista, de Roman Polanski, e O Senhor dos Anéis - As Duas Torres, de Peter Jackson (primeira continuação a ser indicada para a categoria principal desde O Poderoso Chefão II, em 1974).

Por enquanto, a única aposta que eu ouso arriscar é Martin Scorsese para o Oscar de Melhor Diretor. Scorcese, que já foi indicado para o prêmio de Direção três vezes (por Touro Indomável, A Última Tentação de Cristo e Os Bons Companheiros), é o único dos grandes cineastas norte-americanos de sua geração que ainda não ganhou o Oscar. A Academia, que tem o costume de levar em consideração o currículo pregresso de seus concorrentes, tem neste ano a grande oportunidade de corrigir uma injustiça histórica.

Falando em injustiças, tenho uma torcida especial por Nicole Kidman para o Oscar de Melhor Atriz. Particularmente, considero Nicole uma das atrizes mais injustiçadas pela Academia, tendo sido solenemente ignorada por seus belos trabalhos em Um Sonho Sem Limites (1995), De Olhos Bem Fechados (1999) e Os Outros (2001). Não escondo minha torcida também para que A Viagem de Chihiro (Spirited Away), filme do animador japonês Hayao Miyazaki, receba o Oscar de Melhor Longa-Metragem de Animação, meses após ter sido merecidamente laureado com o Urso de Ouro do Festival de Berlim.

Pedro Almodóvar, o maior acerto das indicações deste ano. Merecem menção mais dois belos acertos da Academia neste ano. O primeiro foi a indicação de Jogando Boliche em Columbine, do polêmico diretor Michael Moore, para a categoria de Melhor Documentário. E o segundo foi a dupla lembrança de Pedro Almodóvar, talvez o maior cineasta em atividade no momento, que foi merecidamente indicado aos prêmios de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original por Fale Com Ela. É impressionante, aliás, a bobeada cometida pela Espanha, que não indicou o filme de Almodóvar ao Oscar indicação ao Oscar, devido à violência do filme. Dito e feito: reportagem da Folha de S. Paulo de anteontem já alertava para o fato de que boa parte dos espectadores deixara antes do final as sessões especialmente realizadas para votantes da Academia. É Sambaland, ainda não chegou a nossa hora...

Salma Hayek em Frida, cinebiografia de uma das piores pintoras de todos os tempos. Quem se deu bem nas indicações do Oscar deste ano foi o México. Além de ter beliscado uma indicação para Melhor Filme Estrangeiro com o novelão O Crime do Padre Amaro, o país ainda viu sua compatriota Salma Hayek emplacar uma das cinco vagas para o prêmio de Melhor Atriz por Frida, além de uma indicação para Melhor Roteiro Original por E Sua Mãe Também. O México também poderá ser representado, na cerimônia que acontecerá dia 23 de março, pela cantora Lila Downs, que interpreta "Burn It Blue", tema do filme Frida e concorrente ao Oscar de Melhor Canção Original. Lila, a propósito, canta esta música em dueto com... Caetano Veloso. Que deverá ser, pois, o representante solitário do Brasil na cerimônia do Oscar. Em tempo: Lila e Caetano terão a concorrência de U2, Eminem, Paul Simon e John Kander nesta categoria.

Renee Zellweger, incorporando deliciosamente o espírito de Marilyn Monroe em Chicago. Chicago, musical dirigido pelo estreante Rob Marshall, é o filme que disputa o maior número de estatuetas: 13, seguido por Gangues de Nova York, de Martin Scorsese (10 indicações), e As Horas, de Stephen Daldry (9 indicações). Mas a disputa não tem um favorito destacado, ao contrário das barbadas de anos como 1997 (Titanic) e 1999 (Beleza Americana). Além dos três longas supracitados, a categoria de Melhor Filme será disputada por O Pianista, de Roman Polanski, e O Senhor dos Anéis - As Duas Torres, de Peter Jackson (primeira continuação a ser indicada para a categoria principal desde O Poderoso Chefão II, em 1974).

Por enquanto, a única aposta que eu ouso arriscar é Martin Scorsese para o Oscar de Melhor Diretor. Scorcese, que já foi indicado para o prêmio de Direção três vezes (por Touro Indomável, A Última Tentação de Cristo e Os Bons Companheiros), é o único dos grandes cineastas norte-americanos de sua geração que ainda não ganhou o Oscar. A Academia, que tem o costume de levar em consideração o currículo pregresso de seus concorrentes, tem neste ano a grande oportunidade de corrigir uma injustiça histórica.

Falando em injustiças, tenho uma torcida especial por Nicole Kidman para o Oscar de Melhor Atriz. Particularmente, considero Nicole uma das atrizes mais injustiçadas pela Academia, tendo sido solenemente ignorada por seus belos trabalhos em Um Sonho Sem Limites (1995), De Olhos Bem Fechados (1999) e Os Outros (2001). Não escondo minha torcida também para que A Viagem de Chihiro (Spirited Away), filme do animador japonês Hayao Miyazaki, receba o Oscar de Melhor Lde Melhor Filme Estrangeiro. Nesta categoria específica, o regulamento da Academia obriga cada país a indicar um único concorrente para disputar a indicação. Os espanhóis optaram por selecionar Los Lunes Al Sol, de Fernando Leon de Aranoa, e com isso jogaram fora uma premiação praticamente

Escrito por Inagaki às 04h27
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Bloglândia


- É até complicado falar de ações beneficentes nesta era pós-utopias. Todos acabam se tornando meio céticos, ou cínicos e meio, em tempos nos quais falar em "mudar o mundo" parece soar como discurso de algum órfão de Woodstock. Comove, desconcerta, emociona, pois, a iniciativa desencadeada por Rossana Fischer em prol de Lucas, bebê soropositivo que vive em um barraco de 14 metros quadrados. Vale a pena conhecer o blog que narra a história de Lucas, e, se possível, participar do leilão de uma aquarela de Dudi Maia Rosa, em benefício da família deste bebê.

- Coisa de gênio. Ruy Goiaba, o enfant terrible responsável pelo blog que te pega no colo, te deita no solo e te faz mulher, está publicando a melhor série de todos os tempos da última semana já publicada na Weblândia tupiniquim: PIADA E EXEGESE. Leia por sua própria conta e riso.

- Você já conferiu o novo visual de Amarar em Nova York? O que já era bom agora também se contenta em ter um rostinho bonito. :)

- Ninguém verseja melhor sobre a bloglândia tupiniquim do que Nelson Moraes, o andarilho da praia. A não ser, talvez, o Artur; um comentarista pródigo que já passou da hora de criar o seu próprio blog...

- Eu, que me digladio em ter idéias para postar coisas interessantes neste site, fico embasbacado com a proficuidade de certos escrevinhadores. Por exemplo, o Ricardo Schott. Não satisfeito em publicar as excelentes resenhas musicais do Discoteca Básica, agora também mantém um blog mais pessoal mas com a mesma qualidade, o Rock The Cool Airholah!. É mole? É mole, mas não é duro não! Outro exemplo é o Fábio Fernandes, que desde já está intimado a me emprestar depois o seu exemplar de "Vida - Modo de Usar" do Georges Perec. Além de escrever no Pólis, mantém um blog dedicado a pequenas grandes ficções, o Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa, e um outro sobre filmes, séries de TV & afins, o Cinephilia. Eu posso com esses caras?

Escrito por Inagaki às 02h13
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Eu e meus irmãos Ronaldo e Carla encostados no Chevette 77 de meu pai, sabe-se lá quando.


Este blog ficou alguns dias sem atualização por uma boa causa: viajei a Bauru, cidade do interior de São Paulo a quatro horas de carro da capital, para acompanhar a festa de formatura do Ronaldo, meu irmão caçula. A viagem foi cansativa, o calor foi senegalesco e os discursos da colação de grau foram tão soporíferos quanto filme indiano com legendas em sueco. De resto, os clichês de sempre: slides com fotos dos formandos quando crianças foram exibidos, professores fizeram discursos conclamando os alunos a usarem seus dotes profissionais para o bem do País, e lôas musicais sobre amizade, incluindo os cRássicos "Canção da América" e "Amigos Para Sempre", foram tocadas nas cerimônias (só faltou "Amigos do Peito", da Turma do Balão Mágico).

Mas é preciso louvar as coisas boas. Meus ouvidos foram poupados de outras obviedades musicais como "We Are the Champions", e a festa de colação de grau foi encerrada com uma música mais do que apropriada: "Por Enquanto", da Legião Urbana (dos sintomáticos versos "estamos indo de volta pra casa"). Além disso, o grupo contratado para tocar na festa de formatura, Capitão Mamão, é um dos mais empolgantes que já vi em um palco. Os caras simplesmente tocaram da meia-noite às seis da manhã, pulando sem parar, desfilando com competência um repertório dos mais variados, que foi de Creedence Clearwater Revival a Village People, passando por covers de Beatles, Elvis Presley, RPM, Acadêmicos do Salgueiro e até mesmo MC Serginho (sim, atendendo a pedidos do público, eles fizeram uma versão hilariante da indefectível "Egüinha Pocotó").

No entanto, tudo isso pouco importa. O que valeu mesmo foi ter testemunhado a merecidíssima alegria do Ronaldo, que após quatro anos de muita labuta foi diplomado bacharel em Ciências da Computação. E a visão de meu irmão, sambando da maneira mais desajeitada e feliz possível no palco da formatura, junto com outros colegas de curso um pouco mais alcoolizados, certamente ficará guardada como uma das melhores lembranças de minha vida.

Parabéns, véi!

Escrito por Inagaki às 05h52
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Clique aqui e conheça o site oficial de Ziraldo Alves Pinto.

Ziraldo, um dos maiores artistas gráficos brasileiros de todos os tempos, em um pôster simples, elegante e... atual.

Escrito por Inagaki às 05h03
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Só falta a Magali fazer dieta em prol do Fome Zero do Lula... Soube desta notícia no blog do Nasi, e não posso disfarçar minha indignação: Cascão vai tomar banho. Segundo a nota publicada no site da revista Herói, Maurício de Souza fez a bombástica revelação no programa do Raul Gil.

Bem, por dúvida das vias, mantenho meus três pés atrás. Já fui tapeado muitas vezes por esses roteiristas de quadrinhos, que dentre outras peripécias mataram o Super-Homem, deram vida própria ao uniforme (?!) do Homem-Aranha e casaram o Pato Donald com a Margarida (mas tuuuuudo não passava de um sonho...). Espero que essa notícia não passe de mais um balão de ensaio, porque, oras, meus ícones de infância merecem mais respeito. Será que já não foi suficiente ver Didi Mocó substituir seus ex-colegas de Suat Mussum e Zacarias pelo Jacaré do Tchan e o Kléber Bambam?

Escrito por Inagaki às 04h34
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