Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Minha pátria, minha língua


A difusão de um idioma não depende apenas do número de pessoas que o dominam. Passa, principalmente, por questões de fórum político e econômico. O exemplo mais gritante: a ONU (Organização das Nações Unidas) possui seis idiomas oficiais: inglês, francês, espanhol, chinês, árabe e russo. Não, o português não está entre elas. Portanto, qualquer brasileiro que queira participar de algum congresso ou fórum de discussões nas Nações Unidas é obrigado a dominar uma língua que não seja a sua materna.

À segregação política, segue-se uma correspondente segregação cultural. Um exemplo óbvio: a língua espanhola foi contemplada dez vezes com o Prêmio Nobel de Literatura. Em cinco ocasiões, os vencedores foram escritores da América Latina: a chilena Gabriela Mistral (1945), o guatemalteco Miguel Angel Asturias (1967), o chileno Pablo Neruda (1971), o colombiano Gabriel García Márquez (1982) e o mexicano Octávio Paz (1990). Enquanto isso, a língua portuguesa recebeu apenas um Nobel: em 1998, para o lusitano José Saramago.

Apesar de ser falado por cerca de 220 milhões de pessoas e de ser reconhecido como idioma oficial em oito países (Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Leste), o fato é que o português ainda está muito longe de ser um idioma com o qual possamos nos comunicar em qualquer parte do mundo. Apesar de ser uma língua rica, sonora e farta em manifestações culturais, lá fora não passa de um dialeto de pouca penetração, adotado por países pobres ou periféricos.

Levantamento feito em 2000 posiciona o português como o sexto idioma mais falado do planeta, atrás do mandarim (chinês), hindi, espanhol, inglês e bengali. Contudo, é também a única língua materna de grande porte que possui duas formas oficiais de se grafar. Isso, apesar dos esforços de filólogos como Alor do Lácio". Cada idioma é fruto de séculos de História, e para mim é primordial o respeito à evolução temporal, que remove do vocabulário diário de uma pessoa vernáculos como "vitrola" ou "soviético" para acrescentar palavras novas como "blog" ou "marqueteiro".

Quanto aos puristas a la Aldo Rebelo, que defendem a imposição arbitrária da erradicação de termos estrangeiros como "delivery" ou "software", sou obrigado a recorrer ao neologismo do Millôr para dizer que tais atos não passam de idioletices. Fosse sempre assim, o português não conteria, por exemplo, palavras como "alfândega", "azulejo" e "alfaiate", termos de origem árabe que foram incorporadas ao nosso idioma quando da invasão moura da Península Ibérica. E, oras, por que mudar as características naturais de uma língua tão maleável, tão generosa, tão plástica?

O resumo da ópera é este: o idioma português possui abrangência periférica por pura questão de poder, como bem resume este artigo de Moacyr Scilar. E o inglês é o esperanto de nossos tempos simplesmente por causa da hegemonia política, econômica e cultural da Gringoland, que herdou um poderio antes exercido pelo Império Britânico.

"Minha pátria é a língua portuguesa", escreveu Fernando Pessoa. Para que nossa língua (e, por conseguinte, nossos valores culturais) receba o merecido reconhecimento universal, é preciso discuti-la, difundi-la, valorizá-la. Seja através do necessário domínio das regras gramaticais (gostar é, antes de mais nada, respeitar), seja através do conhecimento da obra daqueles que revigoram o idioma por meio de suas palavras. O intercâmbio entre as culturas lusófonas é fundamental e prazeroso. Quem teve o privilégio de ler autores como os portugueses António Lobo Antunes e Miguel Esteves Cardoso e o moçambicano Mia Couto, ou de apreciar a música da cabo-verdiana Cesária Évora e dos lusitanos Madredeus e Pedro Abrunhosa, ou conhecer a obra de cineastas como o português João César Monteiro e o cabo-verdiano Francisco Manso, sabe do que estou falando.

Escrito por Inagaki às 15h32
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Sampa


foto de Andre Arruda, do excelente blog ON CAMERA

Sampa - duras ruas caóticas e deslineares
Sampa - sintaxe confusa de sonhos e sons
Sampa - olhares montagem controle remoto
Sampa - broto cinza de crescimento desconexo
Em tuas esquinas me perco e me reencontro
Monstro de gentilezas insuspeitadas
Peito forjado em luz e arabescos
Teu luar anêmico fura o céu sem estrelas
E observa impassível os homens cansados
Sampa, teus sinais verdes são escoamentos de gente
Teus ônibus cheios são viagens redentoras
Nas filas de banco pensando em nada
Pensando pensando pensando e nada
Parques de concreto e lutas abstratas
Putas e pivetes famintos na esquina
Praças, latrinas abertas ao público
Sampa - pútrida, mas tão bela cidade
Sampa que amo e suporto
O silêncio incômodo dos elevadores
A música dispersa das paixões sem espelho
Bocas amargas de palavras recolhidas
E a solidão realçada pela multidão
O vento da madrugada na saída do bar
O azul do céu quando nasce a manhã
A beleza inesperada de tua aurora
Como inesperado é o sorriso banhado em sol e esperança
Uma queda e um reerguer-se contínuos
Sampa, meu coração e minhas angústias
E caminham apressados carregando suas dores
Caminham apressados como se fugissem
Como se pudessem fugir

(poema publicado nas revistas eletrônicas Falaê! e Não)

Escrito por Inagaki às 09h42
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Sim, eu admito: assisto ao Big Brother 3 na Globo e gosto. E sequer inventarei desculpas do tipo "é por interesse sociológico". Todo reality-show atiça o lado voyeur que existe dentro de mim, e eu simplesmente me divirto horrores ao contemplar esses aquários eletrônicos de gente.

Quase tão divertido quanto acompanhar o programa é ler os relatos que são publicados no site oficial do BBB3, ricos em detalhes das desventuras dos participantes, insistentemente chamados por Pedro Bial de "heróis" (essa palavra tão banalizada). Confiram:


Reunidos no jardim e já bem altos por causa do champanhe, Alan, Joseane, Emilio e Marcelo dizem as vogais em ritmo de rap e arroto:

"Ahr, ehr, ihr, ohr, uhr!", cada um deles pronuncia uma vogal arrotando. O que faz o álcool...


* * *

Dhomini prossegue com suas tentativas de conquista da bela bailarina Sabrina. A intimidade entre os dois está aumentando. A gata, conversando com o mineiro no quarto, perguntou: "Veja se eu estou com chulé?".

* * *

Dilsinho está na sala e prossegue com suas perólas: 'Sabrina, você nunca foi miss bumbum?'. A moça respondeu sem graça: "Não!".

"Eu nunca vi uma japonesinha bunduda igual a você", esclareceu. Jean, que escutava, retrucou: "A minha também é
".

* * *

Emilio chega e participa do papo entre Jean e Dhomini sobre como controlar o desejo sexual. Para o mergulhador, "se rolar alguma coisa com alguém na casa, é zebra".

Dhomini se mostra "entendido" no assunto, dizendo que a energia circula e se transforma em minerais: "É fluídico
".

* * *

As pintinhas de Sabrina estão intrigando Dhomini. Numa conversa na varanda, os dois estão juntinhos na rede tentando contabilizar as marquinhas da moça. "Eu devo ter mais de 70 no corpo inteiro", conta a paulistinha de Penápolis. "Só de olhar, já tem umas 50", exagera Dhomini, para, em seguida, fazer uma sugestão. "Vamos catalogá-las? A gente separa uma por uma e vai dando nome a elas".

* * *

Durante o papo sobre namoro e traição, o tímido Jean faz uma revelação: "Já traí minhas ex-namoradas algumas vezes. E elas descobriram". Dilsinho faz uma pergunta, em seu francês caipira: "E aí la maison est tombée, né?" (A frase, que significa "A casa caiu", já virou um bordão do BBB3)

Jean tenta se explicar: "Eu tenho uma imaturidade que é a seguinte: tenho uma coisa que é tentar provar o poder de sedução". O massoterapeuta continua sua auto-análise: "É, aquele lance. Quando não estou namorando, eu só chego numa mulher na certeza. Eu não tenho a manha de conversar, de conquistar na hora. Mas quando vejo uma mulher me dando mole, sinto uma coisa no ego. Aqui na casa, estou tentando lutar contra isso. Não tem como eu não me colocar no lugar da minha namorada. Imagina a família dela assistindo a tudo! Mas não vou negar que a situação é periclitante.
"


Fico imaginando como seria a descrição do meu cotidiano caso minha vida fosse acompanhada por câmeras, à semelhança do personagem de Jim Carrey no filme O Show de Truman. Por certo, seria uma situação deveras periclitante. Ou fluídica, dependendo do momento...

Em tempo: Você já votou em Pensar Enlouquece? =) Sim, eu sei que é chato você ser obrigado a preencher um cadastro para poder votar. Mas, em compensação, todos os participantes da votação concorrem ao sorteio de um Citröen Xsara Picasso 0Km. A casa penhorada agradece. :)

Escrito por Inagaki às 19h19
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Sim, eu admito: assisto ao Big Brother 3 na Globo e gosto. E sequer inventarei descut="_blank">Luciana Naomi é a primeira leitora deste blog que concordou com minha observação a respeito da semelhança física entre Sabrina e Shannen Doherty, que fazia a Brenda Walsh de Barrados no Baile. Sintam o drama:


Parafraseio aquela seção da revista VIP: "separadas no nascimento?".

Escrito por Inagaki às 08h35
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Clipping


Desde que Ana Maria Bahiana deixou de escrever a coluna "Hollywoodianas" no jornal O Globo, sentia falta de seus textos argutos e deliciosos sobre a sétima arte. Hoje, ao navegar pela página da BBC Brasil, tive uma agradável surpresa: encontrei um artigo da Ana sobre o Globo de Ouro, premiação da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood cujos vencedores serão anunciados neste próximo domingo. Vale a pena conferir a matéria (Ana Maria Bahiana é, a propósito, uma das votantes do Globo de Ouro), que destaca, dentre outros assuntos, as similariedades entre dois concorrentes ao prêmio: Gangues de Nova York, filme pelo qual Martin Scorcese pode, enfim, receber um merecidíssimo Oscar de Melhor Diretor, e Cidade de Deus, o longa de Fernando Meirelles e Kátia Lund que disputa a categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o brilhante Fale Com Ela, do espanhol Pedro Almodóvar.

* * *

E por falar em premiações, o Book Awards é um site que busca compilar todos os prêmios literários possíveis. É uma página indubitavelmente democrática: encontra-se de tudo, desde as láureas mais consagradas, como o Nobel ou o Pulitzer, até premiações, digamos, mais segmentadas. Como o Gaylactic Network Spectrum Award, criado em 1998 para destacar obras de ficção científica, fantasia ou horror que "tratam de forma positiva temas ou personagens gays, lésbicos, bissexuais ou transexuais". Ou o Bad Sex in Fiction Awards, que "premia" as mais constrangeradoras, redundantes e embaraçosas descrições do ato de se conhecer alguém biblicamente. Por exemplo: em 2000, o laureado foi o escritor Sean Thomas, pelo livro Kissing England. Eis a sua excitantíssima descrição:

"It is time, time ... Now. Yes. She is so small and compact and yet she has all the necessary features ... Shall I compare thee to a Sony Walkman. She is his own Toshiba, his dinky little JVC, his sweet Aiwa ... Aiwa".

* * *

Host clubs: casas noturnas japonesas voltadas exclusivamente para mulheres, com atendentes masculinos especialmente treinados para fazer com que sua clientela sinta-se muito, muito à vontade. À maneira das tradicionais gueixas, os hosts de cada estabelecimento atendem jovens senhoras em um ambiente requintado, acompanhando-as em drinques e jantares. São atenciosos, ouvem seus desabafos, sorriem, acendem seus cigarros, fazem massagens em suas costas e, ocasionalmente (não é obrigatório), fazem sexo com elas.

Matéria d uma Esposa...

Escrito por Inagaki às 22h58
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A banda do Sargento Pimenta no traço de Al Hirschfeld.

Morreu ontem, aos 99 anos de idade, Al Hirschfeld, um dos maiores artistas gráficos norte-americanos de todos os tempos. Seu traço fino e elegante ocupou as páginas do The New York Times por mais de sete décadas, retratando artistas e personalidades que vão desde Dorothy Parker até as atrizes de Sex and the City. Hirschfeld também ficou conhecido por esconder a palavra "Nina", nome de sua filha, nos traços de todos os seus desenhos (tente encontrá-la na caricatura dos Beatles que ilustra este post). Recomendação expressa da casa: conheça melhor a obra de Hirschfeld visitando o seu site oficial.

Escrito por Inagaki às 21h50
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Clipping


Desde que Ana Maria Bahiana deixou de escrever a coluna "Hollywoodianas" no jornal O Globo, sentia falta de seus textos argutos e deliciosos sobre a sétima arte. Hoje, ao navegar pela página da BBC Brasil, tive uma agradável surpresa: encontrei um artigo da Ana sobre o Globo de Ouro, premiação da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood cujos vencedores serão anunciados neste próximo domingo. Vale a pena conferir a matéria (Ana Maria Bahiana é, a propósito, uma das votantes do Globo de Ouro), que destaca, dentre outros assuntos, as similariedades entre dois concorrentes ao prêmio: Gangues de Nova York, filme pelo qual Martin Scorcese pode, enfim, receber um merecidíssimo Oscar de Melhor Diretor, e Cidade de Deus, o longa de Fernando Meirelles e Kátia Lund que disputa a categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o brilhante o Japan Times relata o sucesso crescente destes lugares, descritos por um proprietário desses clubes como uma espécie de Disneylândia para mulheres, na qual ilusões são vendidas. Não é de se admirar o sucesso desse tipo de estabelecimento no Japão, país tradicionalmente patriarcal. Relata uma de suas freqüentadoras: "é muito estressante manter homens satisfeitos. É maravilhoso ter homens aqui me paparicando". Outra cliente completa: "aqui os papéis são invertidos, e eu simplesmente amo isso". Usagi Nakamura, 44, colunista semanal em uma revista, é uma das clientes habituais desses estabelecimentos: gastou nada menos do que US$ 125 mil em seu host club predileto em apenas um ano.

* * *

Sabrina, a prova inconteste do bem que a miscigenação racial fez à Terra Brasilis.Bóbvio ululante: a música mais cantada pelos participantes do Big Brother Brasil 3 é a indefectível "Já Sei Namorar" dos Tribalistas, aquela mesma cujo refrão afirma que "eu sou de todo mundo e todo mundo é de ninguém". Joaquim Ferreira dos Santos, ótimo como de habitual, relata no site No Mínimo a abordagem paquidermicamente sutil com que Dilson, conhecido pelos amigos pelo singelo apelido de Mad Max, assediou Joseana, atual Miss Brasil e uma das participantes do reality-show. Vale a pena transcrever a descrição de Joaquim Ferreira para esta antológica cantada:

"'Canta olhando pra mim', pede Dilson, o Mister Brasil, com a voz sussurrante que ouviu em alguma novela das seis. 'Na boa, cara, no momento em que te vi, você dobrou meus joelhos. Sabe, cara, é um lance lá de dentro, de carma, tá entendendo. Eu nunca fui dobrado, mas você conseguiu. Seus olhos. Nunca senti uma coisa forte assim que me pudesse tirar o fôlego. Não sei se você está reparando, mas eu estou sem fôlego, cara. Eu tô com a perna bamba. Não tenho nada, saca. Não sou nada. Não sei de onde eu vim, não sei pra onde eu vou. Sou simples, sou eu. Me beija? Por que não? Me dá um motivo, um só, para não me beijar! Você pode dizer que eu sou apressado para tirar essas conclusões, mal eu te conheci. Mas foi o que eu senti desde que te vi. Você é uma pessoa iluminada. E por ser iluminada me chamou a atenção'".

Tá certo que a paixão aparvalha neurônios, afugenta cartesianismos e desperta o lado Waldick Soriano que há em cada de um de nós, mas também não precisar esculachar, certo cara? Enfim, mais interessante no programa, ao menos para este missivista que vos escreve, é vislumbrar na tela o sorriso de Sabrina, a "caipira" do Big Brother. Paulista de Penápolis, Sabrina é o resultado de um amálgama bem-sucedido de antepassados de sangue nipônico, libanês e suíço. Um viva à miscigenação racial! =)

* * *

A edição 5 da revista Zero traz uma enquete na qual mais de 170 artistas e críticos escolhem os melhores álbuns do rock nacional dos últimos 20 anos. Confesso que fiquei surpreso com o primeiro lugar: "Nós Vamos Invadir Sua Praia", do Ultraje a Rigor. É um álbum despretensioso, juvenil, irreverente, repleto de gemas pop como "Rebelde Sem Causa", "Independente Futebol Clube", "Ciúme" e o primeiro hit da banda, "Inútil", que chegou a ser citada por Ulysses Guimarães durante a campanha pelas Diretas Já em 1984. Outro fato que me chamou a atenção foi a presença de Liminha, ex-baixista dos Mutantes, na produção de quatro dos álbuns elencados entre os dez melhores. Além do disco do Ultraje, Liminha produziu "Cabeça Dinossauro", dos Titãs (2. lugar), "Vivendo e Não Aprendendo", do Ira! (5. lugar) e "Da Lama ao Caos", de Chico Science e Nação Zumbi (9. lugar). Apesar dessa quase onipresença, Liminha não é unanimidade entre os músicos. Nasi e Edgard Scandurra do Ira! chegaram a abandonar as gravações devido a divergências com o produtor.

A revista traz ainda uma divertida matéria com Renato Marcello, presidente de um fã-clube do grupo Rush, que foi levado pela Zero para conhecer pessoalmente seus ídolos. Compartilho com Renato a admiração por Neil Peart, exímio baterista do Rush, embora jamais chegasse ao exagero do meu colega, que afirma: "quase fiz cocô mole quando Neil veio na minha direção no aeroporto".


UPDATE: Fale Com Ela ganhou, merecidamente, o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Um alento para as chances de Cidade de Deus no Oscar reside no fato de a Espanha, inexplicavelmente, ter indicado outro filme para a premiação: As Segundas-Feiras ao Sol, de Fernando León de Aranoa. Em tempo: sou só eu que acho a Sabrina do BBB 3 parecida (embora seja mais bonita) com a Brenda Walsh do seriado Barrados no Baile?

Escrito por Inagaki às 19h47
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