Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Todo dia 13, em PDF.

Todo dia 13 será assim: você vai até o site, baixa o arquivo e, se quiser, imprime. Uma revista online descontraída e aberta a colaborações, capitaneada por José Kazi e Camila Kintzel. Todas as edições serão temáticas; o mote do primeiro repente foi cu. Eu estou lá, na companhia de gente fina, elegante e sincera como José Bessa, Jean Boëchat, Denis Klein e Marcatti.

Não tire seu cu da reta. Vai e confira.

P.S.: ainda dentro (êpa) do assunto, alguém ainda não conhece o genial cu do Ruy Goiaba?

Escrito por Inagaki às 14h12
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Maravalha geni(t)al, diriam alguns concretistas. O Mundo Perfeito acaba de disponibilizar em sua página o fabuloso Gerador de Letras Tribalistas. Hey, agora sim minha carreira de compositor pop-cabeça vai engrenar! Confiram abaixo a letra que criei com a ajuda do Mundo Perfeito:

Todo mundo no mundo

Faço sexo no subgênero soporífero
Divino peido
Ninguém é de todo mundo no mundo

(bis)

Seja em Pindamonhagaba, São Petersburgo
Vamos fornicar, vamos locupletar
Lagarta lasciva link me
Vamos fornicar, vamos locupletar
Amor de tataravô, desmundo!
Girou a Terra, a terra de Sayoko
Vamos fornicar, vamos locupletar
Boneco baba-ovo, na bola

(repita 102 vezes até você ser deportado)


Escrito por Inagaki às 13h40
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Clique aqui para saber mais a respeito da saga cinematográfica de Jason Eu, particularmente, não me incomodaria em passar debaixo de uma escada, pisando sobre cacos de espelhos quebrados por mim e aninhando em meus braços um gato preto na manhã de uma sexta-feira 13. Mas o fato é que há muitos supersticiosos neste mundo, a ponto de ter sido criado um termo específico para definir a fobia que alguns têm pelo número 13 ou por sextas-feiras 13: triscaidecafobia.

Segundo o excelente site Dictionary.com, triscaidecafobia é um termo que surgiu pela primeira vez em 1911, formado a partir da junção dos termos gregos triskaideka (treze) e phobos (medo). Creiam: Napoleão Bonaparte, Mark Twain, Richard Wagner e Franklin Roosevelt seriam alguns dos mais famosos "triscaidecafóbicos". Wagner, por sinal, teve quase tantas relações com o número 13 em sua vida quanto o nosso técnico Zagallo: afinal, o compositor alemão nasceu em 1813, compôs treze óperas, finalizou "Tanhauser" em 13 de abril de 1860 e morreu em 13 de fevereiro de 1883.

Segundo os "estudiosos" do assunto, a explicação para as crendices sobre a data está no fato de que Jesus Cristo foi crucificado numa sexta-feira, sendo que em sua última ceia, havia treze pessoas à sua mesa. Há outra explicação: segundo uma lenda nórdica, houve um banquete e doze deuses foram convidados. Loki, espírito da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que culminou na morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crença de que convidar treze pessoas para um jantar é desgraça na certa.

Você acredita nessas coisas? Então lá vai uma dica: no jogo do bicho, aposte em borboleta (número 13) na cabeça. Depois a gente vê como vai rachar os lucros. :)

(em tempo: quer ver uma campanha quase tão bizarra quanto o medo de sextas-feiras 13? Então visite o Pirão Sem Dono e confira a campanha tropicalista criada pela Thya Vhannya. Tem cada uma que parece duas...)

Escrito por Inagaki às 20h19
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Segundo o imprescindível Guia dos Curiosos, hoje, 11 de dezembro, é o Dia do Engenheiro (parabéns, seu Shiguehiko!), do Arquiteto, do Agrimensor, do Evangelho (?), da Infantaria da Aeronáutica e do Tango. Contudo, para este blog, 11 de dezembro é o Dia da Publicação de Posts Sobre Cinema (cada um com suas sandices).

Por favor, desliguem seus pagers e celulares, evitem jogar embalagens de M&Ms no chão e pipocas no decote da peituda ao lado, que a sessão já vai começar. Bom divertimento. :)

Escrito por Inagaki às 00h09
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Um filme...


... cotação "5 lenços", que me obrigou a ficar até o final dos créditos enxugando lágrimas: Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore (1989).

... para ser visto e revisto até que cada diálogo seja decorado: A Malvada (All About Eve), de Joseph L. Manckiewicz (1950).

... para rir até as bochechas ficarem com cãibra: Um Convidado Bem Trapalhão (The Party), de Blake Edwards (1968).

... que compensou cada centavo do ingresso, a ponto de eu ter sido obrigado a revê-lo na tela grande: O Marido da Cabeleireira (Le Mari de la Coiffeuse), de Patrice Leconte (1990).

... que me fez desejar ser cineasta quando crescesse: Os Sete Samurais (Shichinin No Samurai), de Akira Kurosawa (1954).

... cujo personagem principal tem a vida que eu gostaria de ter: Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off), de John Hughes (1986).

... que me deixou encolhido na poltrona, aguardando pelo próximo susto que ia levar: O Sexto Sentido (The Sixth Sense), de M. Night Shyamalan (1999).

... ótimo, mas com título em português simplesmente vexaminoso: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), de Woody Allen (1977).

... que deveria ser exibido em cadeia nacional de televisão: Terra em Transe, de Gláuber Rocha (1967).

... cuja trilha sonora marcou minha vida: Houve blank">triscaidecafobia.

Segundo o excelente site Dictionary.com, triscaidecafobia é um termo que surgiu pela primeira vez em 1911, formado a partir da junção dos termos gregos triskaideka (treze) e phobos (medo). Creiam: Napoleão Bonaparte, Mark Twain, Richard Wagner e Franklin Roosevelt seriam alguns dos mais famosos "triscaidecafóbicos". Wagner, por sinal, teve quase tantas relações com o número 13 em sua vida quanto o nosso técnico Zagallo: afinal, o compositor alemão nasceu em 1813, compôs treze óperas, uma Vez um Verão
(Summer of 42), de Robert Mulligan (1971), com música de Michel Legrand.

... detestado pela crítica, mas eu gostei: As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County), de Clint Eastwood (1995).

... louvado pela crítica, mas eu detestei: Je Vous Salue, Marie, de Jean-Luc Godard (1985).

... brilhante, mas chato: 2001, uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey), de Stanley Kubrick (1968).

... brilhante e nem um pouco chato: O Sétimo Selo (Det Sjunde inseglet), de Ingmar Bergman (1957).

... ambicioso, mas chato, modorrento, opaco e ruim pra dedéu: Kafka, de Steven Soderbergh (1991).

... que conseguiu ser tão bom quanto o livro: A Insustentável Leveza do Ser (The Unbearable Lightness of Being), de Philip Kaufman (1988), adaptação do romance de Milan Kundera.

... para ser apreciado ao lado de uma boa companhia feminina: Os Amantes do Círculo Polar (Los Amantes del Círculo Polar), de Julio Medem (1998).

... perfeito para uma "Sessão da Tarde": A Fantástica Fábrica de Chocolate (Willy Wonka & the Chocolate Factory), de Mel Stuart (1971).

... cuja atriz principal me fez sair inapelavelmente apaixonado da sala de cinema: A Noite (La Notte), de Michelangelo Antonioni (1960).

... que justifica plenamente sua duração de mais de três horas: Doutor Jivago (Doctor Zhivago), de David Lean (1965, 197 minutos).

... que me fez dormir no meio da sessão: O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas), de Henry Selick (1993).

... inexplicavelmente sem cópias para exibição no Brasil: A Palavra (Ordet), de Carl Theodor Dreyer (1955), simplesmente o melhor filme que já vi em toda a minha vida.

Escrito por Inagaki às 00h09
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Multiplex do Inferno


Lá no inferno, onde todos comem pudim de jiló e ouvem pagode, Louis Cypher convida todos os cinéfilos pecadores a expiarem suas penas em seu mais novo empreendimento: "Hellmark". Confira a programação, sala por sala:

Sala 1: Loucademia de Polícia - "A Saga".

Sala 2: 24 horas com o melhor de Sylvester Stallone. Destaques da semana: Pare, Senão Mamãe Atira, Falcão - O Campeão dos Campeões e Oscar - Minha Filha Quer Casar.

Sala 3: O Melhor de Tela Quente & Cinema em Casa: A Gang dos Dobermans, A Primeira Transa de um Nerd, Alligator, Férias do Barulho, Última Festa de Solteiro, O Homem-Cobra, A Melhor Casa Suspeita do Texas e O Último Americano Virgem.

Sala 4: Showgirls (director's cut).

Sala 5: Godzilla.

Sala 6: Festival Neville de Almeida. Cartaz de hoje: Os Sete Gatinhos.

Sala 7: Todos os filmes da série Pantera Cor-de-Rosa lançados depois da morte de Peter Sellers, mais O Filho da Pantera Cor-de-Rosa.

Sala 8: Dose dupla de Madonna com Antônio Banderas: Evita e Grande Hotel.

Sala 9: Ciclo Mulheres no Cinema - apresentações ininterruptas com a filmografia completa de Bo Derek, Brooke Shields e Pia Zadora.

Sala 10: Títulos Imbecis, Filmes Idem. Atrações da semana: Geladeira Diabólica, O Incrível Homem que Derreteu, Quem Não Herda Fica na Mesma, O Dentista - Meu Prazer é a Sua Dor e Nuts - Nasceu Burro, Não Aprendeu Nada e Ainda Esqueceu a Metade.

Sala 11: Arquivo X - O Filme.

Sala 12: Encaixotando Helena.

Sala 13: A Arte de Christopher Lambert. Cartaz de hoje: Adrenalina.

Sala 14: Festival Grandes Duplas - destaques da semana:

- Jean Claude Van Damme e Dennis Rodman - A Colônia
- Sylvester Stallone e Kurt Russell - Tango & Cash
- Demi Moore e Burt Reynolds - Striptease
- Melanie Griffith e Don Johnson - Paraíso
- Leonardo Di Caprio e... Leonardo Di Caprio - O Homem da Máscara de Ferro

Sala 15: O Pestinha (trilogia exibida 24 horas por dia, ad eternum).

Sala 16: Barb Wire - sessão especial seguida de workshop com a atriz (sic) Pamela Anderson discorrendo sobre o tema "A Importância Dramática do Silicone no Cinema Pós-Moderno".

Sala 17: Ciclo especial "A Arte da Interpretação". Toda semana palestras com atores comentando suas mais brilhantes performances.

Convidados da semana:

- Dolph Lundgren - Homem de Guerra
- Rob Lowe - A Farsa
- Sean Young - Um Beijo Antes de Morrer
- Supla - Uma Escola Atrapalhada
- Keanu Reeves - Johnny Mnemonic
- Jon Voight - Anaconda
- Vince Vaughn - Psicose (1998)

Sala 18: Sala Especial - os filmes que queimaram o filme do cinema brasileiro. Destaques do mês: Lua-de-Mel e Amendoim, O Bem-Dotado - O Homem de Itu, Superfêmea e Os Bons Tempos Voltaram - Vamos Gozar Novamente.

Sala 19: The Best of Chuck Norris: Braddock I, II e III.

Sala 20: Cine Cabeça: Interiores, Sob o Sol de Satã, Um Olhar a Cada Dia, todos os filmes de Júlio Bressane e Andrei Tarkóvski, e qualquer representante francês selecionado para o Festival de Cannes. Sessões especiais dubladas em mandarim com legendas em esperanto.

Sala 21: Atores que Dirigem ou Desgraça Pouca é Bobagem. Atrações da semana: O Mensageiro (Kevin Costner), Rocky IV (Sylvester Stallone) e Em Terreno Selvagem (Steven Seagal).

Sala 22: Ishtar.

Sala 23: Cantores no Cinema - as interpretações mais desafinadas de todos os tempos.

Destaques da semana:

SEG: Mande Lembranças a Broad Street - Paul McCartney
TER: Salsa, o Filme - Robby Rosa
QUA: O Mundo das Spice Girls
QUI: Cool as Ice - Vanilla Ice
SEX: Duna - Sting
SÁB: Surpresa em Shanghai - Madonna
DOM: Orfeu - Toni Garrido

Obs.: Todos os dias teremos matinês com Cinderela Bahiana de Carla Perez. Programe sessões especiais para grupos "iscolares"!!!

Sala 24: Continuações I: Super-Homem IV - Em Busca da Paz, A Jóia do Nilo, Velocidade Máxima II, Psicose II e III, De Volta à Lagoa Azul, Três Solteirões e uma Pequena Dama, Highlander II - A Ressureição.

Sala 25: Continuações II - O Pesadelo Continua: Tubarão 3-D, Os Embalos de Sábado à Noite Continuam, Águia de Aço II e III, Tão Longe, Tão Perto, Meu Primeiro Amor - Parte II (aliás, não deveria se chamar Meu Segundo Amor?).

Sala 26: Continuações III - O Inferno é Fogo: A Mosca II, Ace Ventura II - Uma Aventura na África, Eu Ainda Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, todos os Sextas-Feiras 13 e Horas do Pesadelo, Free Willy II, Querida, Estiquei o Bebê, Jurassic Park - O Mundo Perdido.

Sala 27: Festival Mickey Rourke. Atração de hoje: Orquídea Selvagem. Não percam grande promoção: concorra a uma operação plástica com o mesmo cirurgião do ator!!!

Sala 28: Sessão da Tarde Especial - "O Castigo dos Pestinhas": Super Mario Bros, Street Fighter, He-Man - Mestres do Universo, Transformers - O Filme, Super Xuxa Contra o Baixo Astral, Mallandro e o Inspetor Faustão, Pocahontas, Tom & Jerry - O Filme, Annie, Lua de Cristal.

(escrito originalmente em 31 de maio de 1999.)

Escrito por Inagaki às 00h09
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TOP 5 MÚSICAS DA TRILHA SONORA DE MINHA HIPOTÉTICA CINEBIOGRAFIA:

Danizinha, uma de minhas parceiras no filme. Para a seqüência de abertura, na qual uma steadycam acompanha Antônio Daniel (o nome de meu alter ego no filme) aos 15 anos de idade, correndo com lágrimas dos olhos, depois da primeira desilusão amorosa: Running Scared (Roy Orbison).

. Para a polêmica e explícita cena de ménage à trois entre eu, Charlize Theron e Daniela Cicarelli: Closer (Nine Inch Nails).

. Para a seqüência do sonho, no qual uma multidão enlouquecida de fãs cerca minha limusine, me retira do carro e começa a me devorar vivo (com closes nas bocas ensangüentadas de groupies deliciando-se com o gosto doce de minha carne crua): Drive (R.E.M.).

. Para a seqüência do beijo, um travelling ao redor dos dois atores (eu e Nicole Kidman), profundamente envoltos um no outro, como se nossas línguas estivessem resgatando no céu da boca do outro o sentido de um mundo caótico: Todo o Sentimento (Chico Buarque).

. Para os créditos finais, uma câmera exibindo imagens aéreas da paisagem noturna de São Paulo: Tides of the Moon (Mercury Rev).

Escrito por Inagaki às 00h08
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SESSÃO JABÁ


- É cumpadi Emilio di Fraia quem manda avisar: o site do O Mensageiro (Kevin Costner), Rocky IV (Sylvester Stallone) e Em Terreno Selvagem (Steven Seagal).

Sala 22: Ishtar.

Sala 23: Cantores no Cinema - as interpretações mais desafinadas de todos os tempos.

Destaques da semana:

SEG: Mande Lembranças a Broad Street - Paul McCartney
TER: Salsa, o Filme - Robby Rosa
QUA: O Mundo das Spice Girls
QUI: Cool as Ice - Vanilla Ice
SEX: Duna - Sting
SÁB: Surpresa em Shanghai - Madonna
DOM: Orfeu - Toni Garrido

Obs.: Todos os dias teremos matinês com Cinderela Bahiana de Carla Perez. Programe sessões especiais para grupos "iscolares"!!!

Sala 24: Continuações I: Super-Homem IV - Em Busca da Paz, A Jóia do Nilo, Velocidade Máxima II, Psicose II e III, De Volta à Lagoa Azul, Três Solteirões e uma Pequena Dama, Highlander II - A Ressureição.

Sala 25: Continuações II - O Pesadelo Continua: Tubarão 3-D, Os Embalos de Sábado à Noite Continuam, Águia de Aço II e III, Tão Longe, Tão Perto, Meu Primeiro Amor - Parte II (aliás, não deveria se chamar Meu Segundo Amor?).

Sala 26: Continuações III - O Inferno é Fogo: A Mosca II, Ace Ventura II - Uma Aventura na África, Eu Ainda Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, todos os Sextas-Feiras 13 e Horas do Pesadelo, Free Willy II, Querida, Estiquei o Bebê, Jurassic Park - O Mundo Perdido.

Sala 27: Festival Mickey Rourke. Atração de hoje: Orquídea Selvagem. Não percam grande promoção: concorra a uma operação plástica com o mesmo cirurgião do ator!!!

Sala 28: Sessão da Tarde Especial - "O Castigo dos Pestinhas": Super Mario Bros, Street Fight target="_blank">GIVAGO
, revista eletrônica de ficção, foi reformulado e está estalando de novo, desta vez com a presença de galera do mais fino trato recém-cooptada pela trupe groselhiana: Daniel Bueno, Ronaldo Bressane e Frederico Barbosa.

- Meg, a mais querida de todas, como sempre me passou preciosíssima dica de novo blog na praça: o Letteri Café, capitaneado por Alberto Lyra, a.k.a. Aly. Visita recomendadíssima.

- A Revisita da MPB, impecável blog coletivo dedicado à Música Popular Brasileira, atende agora em nova URL: http://revisitampb.festim.net.

- E a bloglândia prossegue cooptando nomes de respeito. Dois exemplos recentes: eraOdito, do escritor pernambucano Marcelino Freire, e Assim Falava Prepúcio, do jornalista, poeta e músico Rodrigo de Souza Leão, também responsável por um dos melhores projetos literários na Net, o Balacobaco.

Escrito por Inagaki às 00h43
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Clipping


A frase da semana foi cunhada por Latino, cantor funk-brega e ex-marido de Kelly Key, a próxima capa da Playboy, na matéria "Bate, baby, bate", publicada em O Globo:

- Para ser traído, basta ter mulher. Pior que a traição é a ingratidão.

Em tempo: Latino não perde uma oportunidade de ir à mídia para se queixar da ex-mulher, principalmente agora que está na fase de divulgação de seu novo CD, que "coincidentemente" foi recém-lançado na praça.

*

O filão mais rentável dentro do segmento de livros de auto-ajuda atualmente é formado pelos manuais voltados para a educação dos filhos. Pudera: depois dos casos da família Richthofen e do estudante de direito que matou a avó, que pai não estaria encasquetado com sua própria prole? Içami Tiba, psiquiatra que foi entrevistado por 10 entre 10 telejornais quando da prisão de Suzane von Richthofen, é o Paulo Coelho deste subgênero literário, com obras como "Disciplina, Limite na Medida Certa", "Saiba Mais sobre Maconha e Jovens" e "Quem Ama, Educa!". Ter filhos neste mundo louco é uma responsabilidade e tanto, e é um tanto quanto ingênuo acreditar que livros de auto-ajuda sirvam como Bíblias capazes de mostrar os caminhos para a transformação de pirralhos em criaturas decentes. Mas enfim, creio que muito sofrimento seria evitado se certas pessoas tivessem seguido o pensamento de Brás Cubas: "não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria".

*

A edição deste mês da Superinteressante (que, diga-se de passagem, é uma das poucas revistas que compensam plenamente sua assinatura) traz uma entrevista com Geoffrey Miller, autor do livro "A Mente Seletiva", em que defende a tese de que a cultura humana surgiu, basicamente, da nossa necessidade de atrair parceiros sexuais. Sim, é isso mesmo: partindo do princípio de que a reprodução é o instinto básico de todos os seres, Miller diz que, se antes os homens pré-históricos precisavam caçar animais para atrair parceiras, os homo sapiens de hoje necessitam buscar status, comprar carros, montar bandas de rock e compor poesias para seduzir incautas.

Tudo a ver, nada a ver. Renato Cavalcanti, criador do site Boa Bronha, está lançando o livro "A Arte de Desperdiçar Energia", em que relata a história de como uma página descompromissada tornou-se o site pornô mais visitado do Brasil em apenas três meses. No site do Boa Bronha, destaca-se um comentário de mestre Laerte Coutinho, que tem tudo a ver com a tese de Geoffrey Miller:

"A grande motivação quando comecei a passear na rede era encontrar gente pelada, gente fazendo sexo. Essa, na verdade, também foi minha motivação quando comecei a desenhar. Ou ler o Kama Sutra. A natureza abomina o vazio dos corpos cavernosos. O Boa Bronha era a minha parada favorita".

*

Saddam Hussein pediu desculpas ao povo do Kuwait por ter invadido o país em 1990. Ok, qualquer ignaro sabe que esse ato foi motivado pela eminente guerra que Mr. Bush Júnior está louco para deflagrar, assim como pela pressão internacional que culminou na recente visita dos inspetores da ONU às instalações militares iraquianas. Mas é de se pensar: quando é que um governante da Gringoland pedirá desculpas aos povos de Granada, Líbia, Chile e Vietnã, dentre outros, pelas inúmeras intervenções bélicas, diplomáticas e políticas ao longo dos anos?

*

Amostra do blog de Alexandre Soares Silva, nova leitura obrigatória acrescentada à lista de links deste site.

"Joguinhos para Casais I:
Ficam se olhando nos olhos. Perde o primeiro que disser 'Eu te amo'.

Joguinhos para Casais II:
Se separam. Perde quem tiver mais memória".


*

Patrícia Silveira entrou, com méritos de sobra, no panteão de musas deste que vos escreve, ao estrelar um comercial da Antarctica em que borrifava cerveja em sua calcinha. Pois bem, qual não foi minha decepção ao saber que Patrícia (a propósito, sua foto publicada na Veja São Paulo desta semana é simplesmente sensacional) está envolvida com João Paulo Diniz, o mesmo playboyzinho que se envolveu no acidente de helicóptero que matou sua namorada na época, Fernanda Vogel? Ok, admito que sinto inveja desse cara, e sei que Patrícia Silveira é areia demais para o meu reles caminhãozinho. Mas não pude evitar que esse affair me recordasse alguns versos de "Uma Fatia de Bolo de Casamento", poema do inglês Robert Graves:

"Terá o estoque divino de maridos toleráveis caído, de fato, tão baixo?
Ou sou eu que sempre superestimei as mulheres
Às custas dos homens?
Será? Pode ser
".

*

Recomendação de leitura: "The Sims" e a hipersimulação do subúrbio, artigo de David Brooks, no New York Times, sobre o porquê do fascínio de tantas pessoas por The Sims, jogo cujo objetivo é definido como "a conquista suburbana em sua forma mais crua (...) e a necessidade de criar suas próprias raízes num mundo móvel e individualista".

Escrito por Inagaki às 16h58
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Leituras desatentas


Escreve-se muito, lê-se pouco e mal na Terra Brasilis. Prova inconteste foi a divulgação, no final de 2001, de um teste internacional realizado com estudantes de 15 anos do mundo inteiro, a fim de aferir a capacidade da compreensão de textos dos alunos de cada país. Ficamos, entre 32 nações, na última colocação (atrás de Liechtenstein, Portugal e México). A conclusão: brasileiros, no geral, lêem, mas demonstram incapacidade para interpretar textos, articular parágrafos e compreender as idéias entrelinhadas no que está escrito. A despeito da difusão de weblogs, fanzines e outros meios de veiculação da palavra escrita, o fato é que estes são tempos em que leitores eletrônicos (ou não) dependem da muleta de emoticons, que assumem cada vez mais o papel de mastigar para eles as ironias, críticas e opiniões emitidas em um parágrafo. :(

Talvez a explicação para tamanha pobreza de leituras esteja na pressa com que vivemos o dia-a-dia. Vejam, por exemplo, a pressa injustificada com que pulamos de canal em canal no zapping do controle remoto. Mal conseguimos digerir todo o dilúvio de dados que nos é empurrado retinas abaixo. É tudo ao mesmo tempo agora: assistimos a mosaicos caóticos (vide o canal Bloomberg) que, de tantas informações que nos são exibidas ao mesmo tempo, acabam se transformando em quadros abstratos. São justaposições de letras e manchas coloridas passeando pela tela, qual uma pintura de Pollock ou Basquiat desprovida de todo e qualquer significado: lavagem cerebral.

Enxurrada de dados. Cada portal de Internet é um amontoado de manchetes justapostas. Em meio à superficialidade geral, tornamo-nos maniqueístas, como nos blockbusters hollywoodianos. O Taleban é mau porque é mau, e ponto: desconhecemos os precedentes históricos de cada evento. A História torna-se uma velha senhora desmemoriada, e cada fato é reescrito pelos sobreviventes. Ou apagado, feito as imagens de Trotsky ao lado los?

Música e letra, de qualquer modo, não necessitam dançar no mesmo compasso. Vide o caso do primeiro grande sucesso de Beth Carvalho, "Vou Festejar". Outro dia assisti na TV a uma apresentação ao vivo de Jorge Aragão, um dos compositores dessa música junto com Dida e Neuci. O público todo se levantou das cadeiras para cantar e batucar ao som desse samba. Mas será que algum incauto repara no teor da sua letra?

Chora/ Não vou ligar/ Chegou a Hora/ Vais me pagar/ Pode chorar, pode chorar "Chora
Não vou ligar
Chegou a Hora
Vais me pagar
Pode chorar, pode chorar

Ah, é o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter por quê

Eu vou festejar
O teu sofrer
O teu penar

Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
"

Samba dos mais empolgantes, "Vou Festejar" guarda em si uma das letras mais ressentidas e vingativas de toda a MPB. Se o ritmo fosse obrigado a acompanhar os versos, provavelmente teria dado origem a um tango ou fado (mas perderia com isso a dicotomia e a ambigüidade que faz de "Vou Festejar" um dos melhores sambas que já ouvi). Essa composição me faz pensar: quem realmente presta atenção nas letras que seu ídolo canta? A julgar pelos hits radiofônicos que tocam hoje em dia, ninguém; vide a grande (sic) revelação da MPB nos últimos tempos, Jorge Vercilo. Só lendo para crer nas rimas cunhadas pela letra de "Que Nem Maré":

"Faz um tempão
Que eu não dou asas à minha emoção
Passear, distrair,
E me achar lá no fundo de ti
"

A MPB, que já cunhou compositores do quilate de Orestes Barbosa, Aldir Blanc, Noel Rosa, Lupiscínio Rodrigues, Cazuza, Tom Jobim, Chico Buarque, Itamar Assumpção, Cartola e Vinícius de Moraes, não merecia ser melhor representada?

Escrito por Inagaki às 12h35
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Leituras desatentas


Escreve-se muito, lê-se pouco e mal na Terra Brasilis. Prova inconteste foi a divulgação, no final de 2001, de um teste internacional realizado com estudantes de 15 anos do mundo inteiro, a fim de aferir a capacidade da compreensão de textos dos alunos de cada país. Ficamos, entre 32 nações, na última colocação (atrás de Liechtenstein, Portugal e México). A conclusão: brasileiros, no geral, lêem, mas demonstram incapacidade para interpretar textos, articular parágrafos e compreender as idéias entrelinhadas no que está escrito. A despeito da difusão de weblogs, fanzines e outros meios de veiculação da palavra escrita, o fato é que estes são tempos em que leitores eletrônicos (ou não) dependem da muleta de emoticons, que assumem cada vez mais o papel de mastigar para eles as ironias, críticas e opiniões emitidas em um parágrafo. :(

Talvez a explicação para tamanha pobreza de leituras esteja na pressa com que vivemos o dia-a-dia. Vejam, por exemplo, a pressa injustificada com que pulamos de canal em canal no zapping do controle remoto. Mal conseguimos digerir todo o dilúvio de de Lênin durante a Revolução Russa, removidas manualmente de cada foto a mando de Stálin.

Essa perda generalizada de sentido afeta a emitentes e receptores de comunicação. E é fator fundamental na compreensão do porquê da pobreza da arte contemporânea (explicitada pela estéril grandiloqüência das instalações "multimídia" de Bienais), reflexo fiel de uma era de descontextualizações históricas e empobrecimento das utopias. Uma arte voltada para si mesma, desconectada do mundo lá fora: cínica, cética, descrente em movimentos sociais e fechada em tergiversações metalingüísticas. Reconhecidamente incapaz de mudar o mundo, a produção artística assume, mesmo que envergonhada, a condição de mero produto cultural (e a cobra come o próprio rabo). Os leitores são dispersivos porque a arte perdeu a sua aura? Ou a produção artística acatou a diluição de sua mensagem pelo establishment devido à pasteurização de seu público?

(publicado originalmente no Spam Zine - edição 043)

Escrito por Inagaki às 11h33
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