Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Preparem-se: este é mais um post da série "links inúteis, mas a gente clica mesmo assim"...

I see little green men!
- Você ficou impressionado com aquele filme sobre supostos desenhos feitos por E.T.s em plantações de milho? Então não deixe de conhecer o site dos Circle Makers.
- All work and no play makes Jack a dull boy (recomendado para fãs de O Iluminado).
- Umbiguistas, regozijai-vos!
- Galeria de "arte erótica" com os personagens de Star Wars.
- Uma mostra virtual de... latas de extrato de tomate. O Elefante da Cica está lá, é claro.
- Especialização pouca é bobagem. Conheçam uma revista dedicada à... alimentação de periquitos.
- Atenção, mocinhas: Joel procura a mulher de sua vida.

Last but not least, recebi dois fansigns de leitoras empolgadas com meu blog. Clique aqui e aqui apenas se você for maior de 18 anos (depois, substitua "Inagaki" pelo seu nome nas URLs acima, dê "enter" e veja o que aparece).

Escrito por Inagaki às 17h27
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é nóis na fita e os pleibói no DVD, mano!

Bacana, bacana! Olha só o banner que cumpadi Amadeu Bocatios, sempre na boa companhia de "Your Soul" Claudia Mattos, criou para linkar este blog. Valeu, cumpadi!

A propósito: Amadeu, mais do que bem assessorado pela talentosa cantora Claudia Telles e por Mr. Raulzito, é responsável pela Revisita da Música Popular Brasileira, sítio dedicado aos talentos de grandes nomes da MPB, principalmente aqueles que foram injustamente esquecidos pela mídia. É mais uma página a ser incluída em qualquer bookmark que se preze.

... é preciso cantar e alegrar a cidade...

Escrito por Inagaki às 16h36
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Clique aqui e baixe arquivos mp3 com Drummond em pessoa recitando seus poemas.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) completaria hoje cem anos de vida. Em homenagem ao poeta mineiro, que tantas vezes me inspirou com seus versos e crônicas, escrevi em 1998 o poema abaixo, parafraseando alguns trechos de sua obra.


Ao Lutador

Palavras-luz - raios em explosão;
carrossol girodante em espaço de caos
e palmeiras, chuva coruscante sobre a noturna terra,
claríssimo enigma redentor: tua obra.

Foi ontem, foi há muito tempo.
Havia manhãs, jardins. Utopias.
O mundo era um horizonte talhado em neblinadas serranias,
bondes, altares, nuvens esquecidas de passar.
Até que a noite te engolfou, e
tiveste de engolir todo um céu vazio; a vida
consumida em dolorosa digestão,
pedra de minério e barro cravada no peito.
O caminho chegou ao fim. A pedra esfacelou-se.
Mas ficou o teu legado, muito maior do que pensavas.

Porque a vida ainda pulsa - elefante teimoso - na música cristalizada de teus versos
e na terna simplicidade de tuas crônicas.
Porque tu sabias que a vida é constante recomeço,
dociamarga batalha de cada instante:
orquídea bruta desatando-se do chão,
aurora rósea raiando do leite derramado.
Porque tu nos ensinaste que viver é sonhar
(mas o sonho não existe),
e é preciso aprender a rir,
apreender o mundo pela dor mas resistir
porque a vida vale a pena, a vida é bastante.
Porque há sempre um favo de mel a ser extraído
dos cacos do tempo. Porque mesmo não tendo,
tenho esperanças. Porque é preciso, é preciso.
Porque existe o amor
(o amor que move o sol como as estrelas)

Vai, Carlos! e caminha por uma estrada de pó e esperança (ficam tuas palavras, diamantes)

Escrito por Inagaki às 20h49
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Insônia é uma musa bocejante e repleta de olheiras. Nessas horas, quando seus neurônios estão de bobeira, não há nada melhor do que a Web para fazer o tempo passar enquanto o sono não volta de mansinho. O problema é que, mesmo navegando a esmo, encontro tanta abobrinha que o sono, que já andava esquivo, vai embora de vez.

Por exemplo, vejam a pergunta feita pelo fórum do UOL: "Qual foi a maior prova de amor que você já recebeu?". Não consegui segurar as risadas diante de certas respostas. Exemplos?

. "A maior prova de amor, é quando após uma noite frustante ela diz: 'ISSO ACONTECE COM TODO MUNDO', achando que isso justifica a eca e acaricia o ego"
. "prova de amor é naum fazer nenhuma, pois todas são um baita mico"
. "estavamos num motel e minha namorada saiu de um outro comodo, vestida 'só' com a camisa do meu time do coração"
. "A maior prova de amor, foi quando a minha namorada fez amor comigo durante 7 horas seguidas... ela até sangrou um pouquinho. Mas foi mto bom!"


Pois é, meus caros incautos: amar é pagar micos.

Depois, esbarro com esta reportagem: "Havanir, quanta diferença!". O artigo, que fala sobre Havanir Nimtz, deputada estadual mais votada em São Paulo nas últimas eleições, e não por coincidência pertencente ao mesmo PRONA do Doutor Enéas, destaca em seu olho: "a Havanir de hoje aparenta uns 10 anos a menos do que os 49 completados em 7 de setembro, e está muito mais bonita". É duro, mas não é mole não: a histérica do PRONA virou sex-symbol da política nacional!

Sim, eu morro e não vejo tudo. E se você duvida, recomendo uma visita urgente ao Museu de Preservação dos CDs da AOL, para constatar, embasbacado, que aqueles malditos CDs de "Internet grátis" que não param de chegar pelo correio são avaliados em até 15 dólares por esses malucos. Mas não é tudo. Depois, visite a página de Jimmy Nines, que afirma: "I am the biggest LOSER of all. And I am going to MAKE MONEY on the Internet or I will eat my own shit and DIE". Na boa? Acho melhor ele começar a se acostumar com a nova dieta.

Outro mata-sono bom é esta página: TUCANO NA CUT. O site compila centenas de palíndromos (frases ou palavras que dizem a mesma coisa de frente para trás ou de trás para a frente) criados pelo advogado Rômulo Marinho. Exemplos: "ele pode por acaso sacar o pé do Pelé", "a base do teto desaba", "seco de raiva, coloco no colo caviar e doces" e "Oto come doce seco de mocotó". Durma-se checando frase por frase, e depois tentando criar maluquices semelhantes...

Escrito por Inagaki às 07h43
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(pensando alto)

A música torna este mundo mais suportável.

*

Gostaria de sofrer de uma amnésia controlada, que me fizesse esquecer de certos livros e filmes. Algum artifício prodigioso, que me permitisse assistir a "Casablanca" sem saber o que vai acontecer no final. Ou ler "Cem Anos de Solidão" e me deslumbrar da mesma maneira que da primeira vez. Ou gargalhar com uma gag dos Irmãos Marx ou de Woody Allen com prazer sempre renovado. Ou ser surpreendido, punch no estômago, com o assassinato no chuveiro de "Psicose", a revelação da identidade de Keyser Soze em "Os Suspeitos", o turning point em "Um Corpo que Cai". Que me permitisse sentir novamente o orgasmo literário de quando li pela primeira vez "O Jogo da Amarelinha" de Cortázar, leitura que me obrigou a soltar um impropério escandaloso no meio da biblioteca do Bandeirantes:

- Porra, quero escrever que nem esse filho da puta!

*

Idéia para um conto: uma velha que, a cada sessão de cinema que freqüenta, levanta-se antes do final. Porque assim o filme alimentará permanentemente sua imaginação, e ela poderá inventar mil e uma maneiras de terminar a história da maneira que quiser.

*

Vamos combinar uma coisa? Eu não morro, e você também não morre. Simples assim. Fechado?

*

Eu tinha 12 anos de idade, e meus olhos estavam atentos para as coisas do mundo. Pessoas iam às ruas em defesa da emenda das Diretas Já, que restabeleceria o direito do povo escolher seu Presidente. Na TV, assisti a cenas inesquecíveis: Teotônio Vilela, já doente de câncer, soltando pombos em nome da liberdade; Sobral Pinto espargindo vitalidade do alto de seus 90 anos, defendendo com vigor o direito ao voto; Montoro, Brizola, Lula, Osmar Santos, Christiane Torloni e Ulysses Guimarães no palanque, e milhões de pessoas na Sé ou na Candelária, de mãos dadas cantando o Hino Nacional Brasileiro. No meu prédio, todos botavam a cabeça para fora das janelas, batendo panelas e gritando lôas à democracia. A emenda não foi aprovada pelo Congresso. Todas as energias foram então canalizadas para a eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral, um ano depois. Uma diverculite mal-explicada matou o mineiro antes que ele pudesse assumir a Presidência. E eu chorei como poucas vezes na vida.

Anos depois, fui às ruas junto com os caras-pintadas defender o impeasa em grande estilo. Estatelado na cama, olhava vazio para o teto branco de seu quarto na penumbra, ouvindo álbuns de Zezé di Camargo & Luciano e, o que é pior, identificando-se terrivelmente com TODAS as letras. Era de causar engulhos nas gentes ouvir a voz de meu aparvalhado amigo cantando empolgadamente versos como: "o tempo todo, o dia inteiro/ sinto o seu corpo, sinto o seu cheiro/ e a minha vida é só pensar em você...". Fatos que corroboravam, definitivamente, a minha tese: amar emburrece.

Hoje, três meses depois, Alechandre não pára de falar na Jizele, que tem 25 anos, 271 CDs e "o sorriso mais cool do mundo", segundo suas próprias palavras. Por mais que ele quebre a cara, não aprende as lições. Discutindo sobre a imbecilidade da paixão, Alechandre disse que preferia ser o rei dos débeis mentais a insistir na "medíocre e conformada estupidez de um cético blasé neoliberal", obviamente referindo-se a mim, tsc, tsc. Ah, a verborragia dos apaixonados.

Observando tais cenas, pergunto-me: será que um dia chegarei a tal estado de indolência mental? Espero que não. É preciso estar sempre atento para os riscos da paixão: olho para os dois lados antes de atravessar a rua, não aceito balas nem attachments de estranhas, essas coisas. De qualquer modo, já deixei minha família de sobreaviso. Se um dia eu for capturado pela armadilha do amor, desejo que todos os aparelhos sejam desligados. Não desejo sofrimentos desnecessários.

Escrito por Inagaki às 21h50
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(pensando alto)

A música torna este mundo mais suportável.

*

Gostaria de sofrer de uma amnésia controlada, que me fizesse esquecer de certos livros e filmes. Algum artifício prodigioso, que me permitisse assistir a "Casablanca" sem saber o que vai acontecer no final. Ou ler "Cem Anos de Solidão" e me deslumbrar da mesma maneira que da primeira vez. Ou gargalhar com uma gag dos Irmãos Marx ou de Woodchment de Collor. Mas, sei lá, não foi a mesma coisa. O ceticismo já havia tomado conta de minhas veias.

Pôxa, como eu gostaria de ter chorado ontem.

*

Acordei no meio da madrugada, ainda bêbado de sono, só para anotar uma brilhante idéia que me surgira em um sonho. No dia seguinte, fui ver o que havia anotado no papel.

"Inventar um sanduíche formado por dois hambúrgueres com um pão no meio".

Nunca mais acordei no meio de um sonho.

Escrito por Inagaki às 19h41
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Quando completei 16 anos, tive a sorte de ser beneficiado por uma mudança na lei, que permitiu o voto a jovens da minha idade. Não pestanejei: desde cedo me interesso por política. Mesmo não sendo obrigatório, fiz questão de tirar o título de eleitor. E digo, com orgulho, que meu primeiro voto foi para Mário Covas, nas eleições de 1989. Ironicamente, foi também a primeira vez em que meu pai, na época com 45 anos, votou para Presidente: efeito colateral da maldita ditadura militar. No segundo turno, fui de Lula. E desde então, meus candidatos à Presidência nunca vencem as eleições.

Em 1994, apesar da simpatia que nutri, desde sua criação, pelo PSDB de Mário Covas, Franco Montoro, Euclides Scalco, José Serra e Tarso Jereissati, não pude engolir a coligação com o PFL, um balaio de gatos herdados da finada ARENA, partido que apoiou os anos de chumbo da ditadura. Nas eleições seguintes, meu voto foi anti-FHC. Mas, como de rotina, fui derrotado junto com o Brasil, que imergiu em oito anos de mediocrizante regime neoliberal, apesar de atenuantes como a queda dos índices inflacionários e os inegáveis avanços em áreas como telecomunicações e saúde pública.

Este ano, para variar, sei que meu voto irá para um candidato derrotado. Menos mal que as opções que restaram para o segundo turno são dois homens de passado digno. Um foi metalúrgico, preso político indiciado pela malfadada Lei de Segurança Nacional, e fundador de um partido efetivamente representativo da classe trabalhadora. O outro foi presidente da UNE, exilado pela ditadura, secretário de Planejamento do governo Montoro, ministro do Planejamento e da Saúde.

A despeito da lamentável campanha engendrada por sua equipe de publicitários, considero sem sombra de dúvida que José Serra seria o candidato melhor preparado para assumir o País, ainda mais depois de ter afastado de sua coligação a corja pefelista formada por ACM, Sarney, Bornhausen e demais asseclas. Mas enfim, não pretendo convencer ninguém disso ou daquilo. Ainda mais depois de uma campanha com clima de torcida de futebol, com acusações passionalmente injustas de ambos os lados.

A charge acima, de autoria de Paulo Caruso e Alex Solnik, foi publicada originalmente na Fundação Perseu Abramo, e data de 1982, ano em que foram reestabelecidas eleições diretas para Governador. É curioso notar como na época Lula ainda era visto como o comunista que iria desapropriar bens e instalar favelados em nossas casas (Collor usou esse temor para aterrorizar com sucesso a classe média tupiniquim em 1989). De lá para cá, o PT atenuou seu discurso e não assusta mais ninguém, com exceção da Regina Duarte. :)

Mas e agora? Bem, "agora é Lula". Mais do que isso, agora é Brasil. Esqueçamos rixas e rivalidades: agora a torcida é por todos nós.

Escrito por Inagaki às 12h29
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