Pensar Enlouquece. Pense Nisto.



Voltamos com nossa programação normcom uma cara boa hoje. Você está bem?

Ok, não duvido que ela podia ter lá as suas boas intenções. Mas me soava extremamente detestável, quase resvalando no sádico, a abordagem da intimidade alheia com essa extirpe de pergunta. É como se fulana estivesse farejando por histórias tristes e autocomiserativas, desejando sentir-se sentir "bondosa" ao oferecer o ombro para lágrimas alheias, ou ao receitar lições plagiadas de livros de auto-ajuda. Não sei, provavelmente estou sendo injusto pra caralho, mas o fato é que há gente neste mundo que se deleita em fazer caridade a fim de olvidar suas vilezas, suas mesquinharias, seus arroubos de egoísmo ou altruísmo hipócrita. Cansam-me os amores artificiais e as pessoas que exorcizam seus demônios às custas das costas de terceiros. E não, não quero me afundar num abraço de afogados.

Não odeio ninguém. Não desprezo ninguém. E invejo as pessoas que não retroalimentam seus abismos interiores, e conseguem se satisfazer com uma esfiha no Habib's, uma Kaiser no boteco da esquina, um filme do Stallone no Supercine. Mesmo porque se todo Kenny G insistisse em ser Miles Davis, se toda Fernanda Young quisesse ser Virginia Woolf, ou se cada Dunga teimasse em ser Pelé, certamente tentaria cortar os pulsos. É preciso ser realista para deixar de sofrer. E, pfuf, esse papo de "artista atormentado" ou "incompreendido pela sociedade" não serve para mim.

Eu só quero paz. É pedir demais?

Escrito por Inagaki às 21h24
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Muito bom isto aqui: intervenções urbanas em São Paulo.

Escrito por Inagaki às 04h40
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Língua


Língua que falo
Língua que amo
Cópula fértida
Febril fêmea
Flamante fruta
Língua que grita
Voz que brota
Do fundo do fundo da gruta
Grito de puta
Que brada: língua!

Língua que te quero fala
Dulserpentemente lasciva
Lassa lânguida
Essa língua nua
E nunca à míngua

Crime que nos redime
Pecado orgasmítico
Original
Oraginal
Oraganal
Luz que te quero lava
Luz mais que luz:
Laz!

Paz
De pau na vagina
Que pulsa
Labareda promíscua
Língua que se abre escancarada
Vértice obsceno de A
De vulva
Que envolve
A lua
De gozo lácteo
Que jorra
Porra e luz
Expulsa

Língua que falo e calo
Cabaço oculto
Que exploro e deslindo
Vórtice voraz
De adaga afiada
Que sabe o que faz:
Língua que te quero laz.

(publicado originalmente no Spam Zine edição XXX - especial FODA)

Escrito por Inagaki às 10h09
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P(h)oder. É o que move o mundo.

Escrito por Inagaki às 10h06
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Janelas Altas - Philip Larkin

Quando eu vejo um casal de jovens
E imagino que ele fode com ela, e que ela
Toma pílulas ou usa diafragma,
Eu sei que este é o paraíso

Sonhado por qualquer velho, a vida inteira -
Vínculos e gestos deixados de lado
Como utensílios ultrapassados,
E todos os jovens deslizan só tenho uma convicção: Aécio Neves repetirá os passos do avô e chegará à Presidência em 2006, com algum pefelista como vice. Que eu esteja errado. Enfim. Ao menos toda essa campanha serviu para que Lula cunhasse a mais antológica de todas as frases já proferidas em uma campanha presidencial: "a única bomba atômica que eu quero é uma que quando explodir saiam flores". Flower power é isso aí.

Escrito por Inagaki às 09h29
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Waiting for Rain, mais uma do Exploding Dog

Todo o tempo do mundo


Estrela cadente
Pegadas na areia
Rabisco de giz
Sessão de cinema
Dois jovens amantes
E o mundo nas mãos

Escrito por Inagaki às 05h41
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They fuck you up, your mum and dad./ They may not mean to, but they do./ They fill you with the faults they had/ And add some extra, just for you.

PREDILETOS DA CASA - V

A primeira vez que tive contato com a poesia de Philip Larkin foi por meio de um programa exibido na TV Cultura, no qual o ator Laurence Olivier, pouco antes de sua morte, recitava alguns poemas selecionados. Cada vez que Olivier recebia algum verso de Larkin para ser lido, ele, que parecia desconhecer sua obra, simplesmente se deleitava, perguntando aos produtores: "quem escreveu isso?". Após a leitura de "This Be The Verse", Laurence não se conteve. Riu gostosamente, e sentenciou: "genial". Foi o mesmo pensamento que tive, ao ouvir os seguintes versos (perdoem a tradução tosca):

Eles te fodem, a mamãe e o papai.
Não era a intenção, mas eles o fazem.
Eles te fazem dos erros que cometeram
E ainda acrescentam outros, só teus.


No final, o poema arremata:

O homem passa sua miséria adiante,
Que se aprofunda como siri na areia.
Cai fora enquanto é tempo,
E não vai nessa de ter filhos.


Fui atrás de mais versos deste homem, e não me arrependi. Philip Arthur Larkin (1922-1985) é considerado o maior poeta inglês do período pós-guerra. Sua obra, com a qual me identifiquei de imediato, caracteriza-se pela linguagem coloquial, à moda do nosso Drummond. Larkin, ao contrário da maioria dos poetas contemporâneos (concretistas que o digam), era avesso a experimentações pós-modernistas ou citações eruditas. E criticava, com razão, aqueles que supervalorizam a técnica em detrimento do conteúdo da própria poesia. Contra o hermetismo dos que buscam a aprovação de restritos círculos literários, Larkin cunhou versos que, sem perder a densidade, agradam tanto a estudiosos como a não-literatos, denunciando a alienação do homem na vida moderna com forte senso humanista.

Philip Larkin merece urgentemente ser melhor conhecido por estas bandas. Concordará comigo quem ler poemas como "High Windows", de 1974. Os versos, que publico logo abaixo, podem (devem) ser lidos na versão original, disponível aqui.

Escrito por Inagaki às 04h25
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They fuck you up, your mum and dad./ They may not mean to, but they do./ They fill you with the faults they had/ And add some extra, just for you.

PREDILETOS DA CASA - V

A primeira vez que tive contato com a poesia de Philip Larkin foi por meio de um programa exibido na TV Cultura, no qual o ator Laurence Olivier, pouco antes de sua morte, recitava alguns poemas selecionados. Cada vez que Olivier recebia algum verso de Larkin para ser lido, ele, que parecia desconhecer sua obra, simplesmente se deleitava, perguntando aos produtores: "quem escreveu isso?". Após a leitura de "This Be The Verse", Laurence não se conteve. Riu gostosamente, e sentenciou: "genial". Foi o mesmo pensamento que tive, ao ouvir os seguintes versos (pedo pelo grande tobogã

Em direção à felicidade, sem parar.
Eu me pergunto. Se alguém me olhasse
Há quarenta anos, e pensasse,
"Assim será a vida; sem mais Deus ou suores no escuro

Por causa do inferno, ou ter que esconder
O que pensamos do padre. Ele e a sua turma
Descerão todos pelo longo tobogã abaixo
Como malditos pássaros livres".

E, imediatamente antes das palavras,
me vem a imagem
de janelas no alto.

As molduras de sol,
e, para além delas,
o ar profundamente azul

que mostra nada,
e que não está em nenhum lugar,
e que é infinito.

Escrito por Inagaki às 03h18
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Bacana, bacana! (© Di Fraia)

Reconhecimentos são sempre gratificantes. Ainda mais quando meu blog vira destaque na home-page do Blogger Brasil na companhia de colegas como o Eduardo Stuart, do Pulso Único, Joca Reiners Terron, do HOTEL HELL, cumpadi André Rosa de Oliveira, do Marmota, Mais dos Mesmos, Holly Golightly e a intrépida trupe do Momento Google, e Rafael Capanema, do sutil como um paquiderme. Aos novos leitores, minhas boas-vindas: quaisquer dúvidas, comentários, sugestões e remessas de dólar serão bem recebidos em meu e-mail pessoal. Aos leitores já íntimos da casa, o meu muito obrigado pelas visitas e comentários.

Escrito por Inagaki às 04h14
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Aqui em Pensar Enlouquece, procuramos servir bem para servir sempre. Devido ao sucesso que meu conto Bons Amigos (postado em 25.09) fez junto aos incautos leitores deste blog, resolvi republicar aqui um outro texto. This is Love é a segunda parte de uma trilogia de textos sobre amor que escrevi há cerca de um ano e meio, iniciada com Amar Emburrece (disponível no site da excelente revista eletrônica [mão única?]) e finalizada com Bons Amigos, publicada anteriormente pela e-magazine Falaê!.

Leia no volume máximo.

Escrito por Inagaki às 04h09
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Ah que saudades dos meus tempos de solteiro. Se eu pudesse dirigir uma De Lorean e voltar no tempo, certamente permaneceria em meus onze anos de idade, quando minha maior preocupação era tentar encaixar as argolinhas nos aros do Aquaplay. Aos onze anos eu era um imbecil, o tempo passou e eu continuo sendo o mesmo imbecil, só que mais experiente, mas de que vale a experiência se vivo cometendo os mesmos erros, me apaixonando por mulheres complicadas? Cabeça de mulher é que nem o clima em São Paulo, impossível de se entender. Ontem choveu, fez sol, ventou e esfriou, as quatro estações num mesmo dia, haja vitamina C pra encarar essa porra de El Niño.

Bem, vá lá, talvez o complicado seja eu, sou teimoso e arrogante e burro demais pra admitir. Mas, caralho, por que toda porra de relacionamento tem que ser tão complicado? Talvez o ideal fosse viver à base de sexo e amizade, nada além disso, chega de cobranças e neuras e inseguranças e ciúmes e essa necessidade doída de ter aquela menina sempre do meu lado, afinal de contas pra que serve o amor? O bebê de proveta tá aí, os cientistas já estão clonando ovelhas, nossos órgãos reprodutores em breve estarão ultrapassados, crescei-vos e multiplicai-vos por que neste planeta entupido de gente? Não seria melhor se proibissem o amor, que inspira tantas novelas mexicanas, canções de dor de corno, Sabrinas e Barbaras Cartland da vida?

Bah, que idéia de jerico. O que seria da Meg Ryan sem o amor? Não arranjaria um só papel, a coitada. E como eu poderia viver sem as canções melancólicas do Morrissey, do Ray Charles, do Burt Bacharach e do Roy Orbison, que fazem a trilha sonora das minhas insônias azuis, das minhas leituras em diagonal dos xerox da faculdade, dos meus banhos, dos meus sonhos acordado? Porra, noites de sexo descompromissado me dão um puta vazio, malditas relações McDonald's que enchem a barriga mas não nutrem. Yeah, agora eu sei que tô fodido mesmo e tô gostando pra valer de ti, garota. E não é que caí na cilada do teu sorriso, na arapuca do teu olhar, na armadilha do teu sexo? Meus dedos coçam, e eu sei que daqui a um minuto vou ligar pra tua casa só pra ouvir a tua voz, e viajar de novo por um planeta onde o sol brilha eternamente e as pessoas se locomovem em slow motion.

É, eu sei que vou sofrer mais uma vez. Mas também sei que, ao teu lado, as noites acabam em abraços e sorrisos que fazem com que eu durma com toda a paz do mundo.

Tô fodido.

Escrito por Inagaki às 03h52
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Broken Things Stay Broken, ilustração de Sam Brown, do genial site Exploding Dog

(pensando alto)

Falamos em fazer amor, mas amor se faz? Amor sufoca, amor desatina, amor é martelo, sino retinindo, marcação constante que não dá brecha para contra-ataque, carrapato chupando sangue da pele. Amor-obsessão, amor torneira pingando: até quando, até quando, até quando? Amar é amargo, e promessas amorosas são voláteis. Amor maldito que invade pensamentos, amor que nos carcome paulatinamente, câncer faminto, "ácido de um sim negativo", vida que brota destruindo. Mas amar não é negar o medo, a razão, o tempo? Amar é afirmação nascida de negativas, e não amar é sofrer mais. Você me falava no amor livre e descompromissado dos hippies, mas a liberdade não estava na prisão dos teus braços? Bah, liberdade sem limites acaba em anarquia, niilismo estéril, suruba sem tesão. Amor é como uma fotografia que fixa limites para superá-los. Amor é renúncia a muitas coisas, mas também a maior transcendência que podemos almejar neste mundo. Amar é tornar dois um: mãe com seu filho no ventre. Contudo, amor é parto, é dor; e nascemos chorando.

Escrito por Inagaki às 01h00
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Deus existe, apesar das provas em contrário. José Genoíno caminha a passos largos para atropelar Paulo Maluf, em desabalada derrocada nas pesquisas eleitorais. O homem do Frangogate e da Paulipetro, em desespero, teve a pachorra de defender, outro dia, o voto em Lula para a Presidência, denominando a exótica combinação de "Luma" (Lula-Maluf). Necas de pitibiriba, mon ami. Uma chapa dessas só pode ser chamada de MULA.

Escrito por Inagaki às 00h10
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Falando no assunto, por que será que todos os monstros atacavam Tóquio? Imagino que eram atraídos pela energia radioativa decorrente das bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Bah, não venha me dizer que era porque os roteiristas eram todos japoneses. Busquemos respostas menos banais.

Escrito por Inagaki às 13h54
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o Tenente Hayata, depois de ter acionado a cáspula beta

Quando a energia do Ultraman estava chegando ao fim, uma luz azul no centro do seu peito começava a piscar. Feito um gigante do ringue que precisa encerrar logo a luta porque aproxima-se a hora do intervalo, Ultraman transitava bruscamente da enrolação para a objetividade. Tratava de liquidar logo o monstrengo da vez, e voava desembestado em direção ao Sol, fonte vital de seus superpoderes.

Pois bem, você necessita não apenas de um alerta azul, como também de um Sol para recarregar suas esperanças. Aliás, todos nós.

Escrito por Inagaki às 13h45
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Você age como se fosse um Superman viciado em kryptonita.

Escrito por Inagaki às 13h38
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Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã consciência, já dizia o inglês. E quem sou eu para contrariá-lo? :)

Dica da semana: Astronomy Picture of the Day. Diariamente uma nova foto ou imagem do universo é publicada, acompanhada por breves explicações técnicas dadas por astrônomos profissionais.

Em uma palavra: fascinante. Cada vez que navego pelas imagens desta página, recordo os versos de Paulo Leminski.

luxo saber
além destas telhas
um céu de estrelas


Escrito por Inagaki às 13h02
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